O menor de 15 anos que conduzia o veículo Honda City que capotou e provocou a morte de José Menegat Tavares Manzione, também de 15 anos, no dia 19 de novembro, foi indiciado por homicídio doloso e mais cinco tentativas de homicídio contra os demais jovens que estavam no carro.
Além da morte de José Menegat, os outros adoslecentes ficaram feridos e um deles ainda está internado em estado grave. De acordo com a delegada Maria de Lourdes, da Delegacia de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), o menor assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado e em alta velocidade.
Conforme as investigações, o carro estava aproximadamente 160 km/h e o condutor tinha ingerido bebida alcoólica. O pai e mãe do menor foram indiciados por omissão de cautela, conforme o artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Mesmo não tendo atendido os jovens, Ricardo Martins, dono da conveniência onde os meninos compraram cervejas antes do acidente foi indiciado por vender bebia alcoólica para menores. Segundo a delegada, ele foi indiciado porque estava presente no momento e automaticamente deu o aval para a venda.
O dono da casa onde os meninos estavam fazendo churrasco antes do acidente, Roberto Wagner da Costa, foi indiciado por fornecimento de bebida alcoólica para menores de idade. Mesmo não estando em casa quando os meninos chegaram, ele era o responsável por todos os menores.
O acidente
No dia 19 de novembro, o condutor do veículo Honda City perdeu o controle, bateu em uma árvore e capotou várias vezes na BR-262, próximo a transportadora Mira, na saída para Três Lagoas.
O impacto foi tão forte que os sete passageiros foram arremessados para fora do veículo, e devido à destruição do carro, no início a polícia teve dificuldade para identificar o modelo do automóvel.
Todos os jovens que estavam no carro tinham entre 15 e 17 anos, e não usavam cinto de segurança no momento do acidente. José Eduardo morreu ainda no local e outros quatro garotos ficaram feridos.
Adriana Oliveira
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