O número de mortes em rodovias federais de Mato Grosso do Sul dobrou durante a Operação Fim de Ano realizada pela Polícia Rodoviária Federal, de 16 de dezembro de 2011 a 2 de Janeiro de 2012.
Este ano, foram registradas 15 mortes, já durante o mesmo período de 2010, foram 7 mortes. O número de acidentes teve pequena redução de 206 em 2010 para 202 em 2011, no entanto, este ano os acidentes foram mais violentos, por isso o aumento no número de mortes.
O acidente considerado mais grave foi o ocorrido na BR 158 no dia 29, próximo ao município de Cassilândia, no Km 39, no qual as irmãs Karina Gonzaga e Valdirene Gonzaga e mais duas crianças morreram. As crianças não estavam colocadas na "cadeirinha."
Foi registrado um número menor de vítimas, em 2010 foram 166, já em 2011 foram 149. Em Mato Grosso do Sul, a PRF enfrentou dificuldades diante do aumento no fluxo que chegou, em alguns horários, a 100% de veículos durante o fim de ano.
O maior número de autuações foi por ultrapassagem indevida, a PRF registrou 1.906 dessas ultrapassagens que muitas vezes provocam acidentes. O segundo maior número é de velocidade excessiva com 352 registros, seguido da falta do uso do cinto de segurança no banco traseiro, que somam 230 casos.
Foram registraram ainda 40 autuações pela falta da cadeirinha para transporte de crianças, e emitidas 38 multas para condutores embriagados, sendo que 20 pessoas foram presas por excesso de bebida alcoólica (mais de 30 mg/l por ar expelido).
Radares: Fiscalização nas Férias
De acordo com a PRF, o foco agora será a coibição dos excessos de velocidade, especialmente no período de férias. A nova sistemática imposta pela Resolução 396 do Contran, desobriga que a fiscalização de trânsito instale o radar somente nas proximidades das placas que informam da fiscalização de velocidade.
O radar irá operar de forma itinerante, fazendo com que múltiplos pontos da rodovia sejam fiscalizados. O objetivo é alcançar uma redução da velocidade praticada acima do limite e, consequentemente, uma redução do número de vítimas de acidentes de trânsito.
Para a PRF, a fiscalização pelos radares é necessária em razão da melhoria das condições da BR que propiciam uma maior velocidade e o aumento da frota de veículos que gira em torno de 8% ao ano.
Adriana Oliveira
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