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Trânsito

Segurando terço na mão, réu não convence mãe de jovem morta em racha em 2010

29 fevereiro 2012 - 05h34 Por Markito

Os dois acusados pelo homicídio de Mayana de Almeida Duarte estão sendo julgados nesta quarta-feira (29) na 2ª Vara do Tribunal de Júri de Campo Grande. Anderson de Souza Moreno e Willian Jhonny de Souza Ferreira são acusados de participar de um racha na Avenida Afonso Pena, quando ocasionaram o acidente que provocou a morte da estudante de Direito em 2010.

Segurando um terço na mão, Willian Jhonny foi o primeiro a depor. Ele disse que ajudou no socorro da vítima e que seu carro era fraco e velho, menos potente que o Vectra dirigido por Anderson. O réu assumiu a competição e os crimes de trânsito, mas afirmou que diminuiu a velocidade ao perceber que poderia causar um acidente. Chorando, no fim de seu pronunciamento, William disse estar arrependido de tudo que aconteceu no dia da colisão.

Anderson de Souza Moreno confessou que havia ingerido bebida alcoólica momentos antes do acidente. Conforme ele, estava em um bar que fica na Afonso Pena e tomou cerveja e tequila.

Em seu depoimento confirmou que já se envolveu em outro acidente que ocasionou a morte de uma pessoa. O réu nega que participava de um racha no momento da colisão com o Celta de Mayana.

Anderson, conhecido como “Fuscão” e Willian são acusados de homicídio com dolo eventual, isto é, quando não se tem a intenção de matar, mas se assume o risco em razão de conduta perigosa (art. 121 do Código Penal, combinado com art. 306 e art. 308 da Lei nº 9.503/97, que é o Código de Trânsito).

Pedindo justiça pela morte de sua única filha, Marizete disse que espera que os dois acusados paguem pelo que fizeram e não acredita no arrependimento de Willian. Segundo ela, mesmo emocionado, o réu não a convenceu em seu depoimento.

Ao contrário do que Anderson afirmou em seu depoimento, para a mãe da estudante, o réu estava tirando racha e em velocidade acima de 100 k/h. “O depoimento dele é completamente mentiroso”, comenta.

Na época, Mayana foi socorrida e encaminhada ao hospital, mas morreu 10 dias depois do acidente.

Karla Lyara e Ana Maria Assis

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