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Trânsito

Para falar sobre conduta no trânsito, Agetran vai às empresas

7 maio 2012 - 15h24 Por Markito

Com o objetivo de inverter o cenário em que se encontra atualmente o trânsito de Campo Grande e reduzir o índice de vítimas envolvidas em acidentes, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) tem sido requisitada nos últimos meses, por empresas com grande número de funcionários, para ministrar palestras onde principal assunto é a preservação da vida.

Segundo Ivanise Rotta, chefe da Divisão de Educação da Agetran, o trabalho faz parte do projeto Vida no Trânsito que visa desenvolver ações para reduzir lesões e óbitos nas vias urbanas. “Quem nos dá um feed-back são os dados estatísticos que nos indicam o que fazer, o que falar e para qual público específico, assim como os fatores de risco e os grupos de vítimas”, explica a técnica.

“Nós sabemos que os fatores de risco hoje em Campo Grande são: velocidade e álcool. Sabemos também que o grupo de vítimas são os motociclistas, não por não saberem andar direito, mas porque eles são os mais vulneráveis de todos, mais do que o pedestre e o ciclista, pois eles têm a velocidade associada a sua condução”, argumenta Ivanise.

Sobre a palestra ministrada por Ivanise Rotta, a diretora da empresa aprovou a didática e o fácil acesso à informação. “A palestrante tem uma didática muito boa e atingiu o meu público exatamente como eu pensava. Os funcionários ficaram bastante atentos o tempo todo”, informou.

Para as empresas interessadas em receber a palestra da Agetran, é preciso enviar um ofício para o diretor-presidente da Agetran, Rudel Trindade Junior. O órgão fará o agendamento conforme a disponibilidade. “Nós vamos até as empresas, mas sem a intenção de falar como os condutores devem andar, pois isso eles já sabem”, diz Ivanise.

Nas palestras são abordados temas como fatores de risco, porque o cidadão morre e o que eles podem fazer para poder permanecer vivo. Tudo isso sem discriminar o motociclista. “Se você trabalha dentro de uma percepção de que se ele dirige certo, ele está a salvo, isso não é real. O real é que, se ele abrir mão do direito dele, pode ser que ele viva mais e sofra menos acidente, e que, estando certo ou errado, caso se envolva em algum acidente, o grande prejudicado é ele.

Outro assunto abordado na ocasião é a direção defensiva. “Às vezes, o semáforo abriu para ele, e ele vê que o carro está passando no vermelho, ele tem que esperar o outro passar. Ou então, o carro deu a seta indicando que vai cruzar a frente dele, mesmo estando errado ele tem que esperar para preservar a própria vida, que é a direção defensiva. Temos que mostrar ao condutor a sua vulnerabilidade, sensibilizá-lo para que ele possa realmente praticar isso. Quanto mais ele confiar nele e quanto mais ele achar que está com a síndrome da imortalidade e confiar muito na sua habilidade, é pior. Ele tem que ir tranqüilo e cumprir a sinalização”, alerta Ivanise.

Mariana Anjos / Com Informações CG Notícias

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