A Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha) inicia nesta quarta-feira (23) a construção do primeiro trecho da ciclovia que vai ligar o Núcleo Industrial do Indubrasil ao Aeroporto Internacional. Nesta etapa, serão implantados 5,5 km na modalidade ciclofaixa entre Indubrasil e a Vila Popular. O trecho atenderá principalmente ciclistas que trabalham nas indústrias do núcleo e que moram na região.
A ciclovia será aberta no acostamento direito da avenida Sólon Padilha (sentido Aquidauana/Campo Grande). Está previsto o recapeamento, a colocação de taxões, além da sinalização horizontal e vertical. Numa segunda etapa, a ciclofaixa será prolongada da Vila Popular até o Aeroporto, onde se conectará com a ciclovia da avenida Duque de Caxias que se estende até a rua Plutão, acompanhando a Orla Morena. Há estudos para uma ciclovia na avenida Afonso Pena que começaria na Praça Newton Cavalcanti e terminaria perto do Shopping Campo Grande.
Segundo o prefeito Nelson Trad Filho, o objetivo é deixar pronta, até dezembro, as bases de uma malha de ciclovias que faça da bicicleta uma alternativa de transporte seguro, barato e principalmente sustentável. Em 30 dias, deve ficar pronta uma ciclovia de 6,3 km na avenida Gury Marques, saída para São Paulo, que começa na rua Cafelândia e se estenderá até a avenida Interlagos. Com este trajeto, os ciclistas passam a dispor na cidade de 67,31 quilômetros de ciclovias, o equivalente a distância de Campo Grande a Sidrolândia ou a Bandeirante.
Com recursos do Ministério das Cidades, está sendo investido R$ 1,1 milhão neste projeto, elaborado em 2007. Neste período, sofreu algumas mudanças, especialmente no trecho próximo do terminal rodoviário, que não existia quando foi formulado. Segundo os técnicos da Agência Municipal de Transporte e Trânsito, a pista da nova ciclovia terá três metros de largura. São pelo menos 120 mil habitantes na sua área de influência que passarão a ter na bicicleta uma opção segura e econômica de transporte. “Quem mora em bairros como Paulo Coelho Machado, Jardim Canguru e Marajoara tem hoje a ciclovia da rua Cafelândia, que se estende até a rua Patrocínio, não vai de bicicleta até o centro para não se arriscar a enfrentar o trânsito da Gury Marques que absorve o tráfego pesado de ônibus e caminhões que vão em direção à saída de São Paulo”, explica o diretor da Agetran, Rudel Trindade Júnior.
Mariana Anjos / Com Informações CG Noticias
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