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Entrevistas

Terapeuta de técnicas cognitivas conta sobre seu trabalho e deixa opinião para “o fim do mundo”

17 dezembro 2012 - 10h00 Por Markito

O dia 21 de dezembro vem sendo considerado o marco para o fim do mundo para algumas crenças que se baseiam no calendário dos povos maias.

Essa civilização vivia no México entre os anos de 2.000 a.C. e 1.519 d.C, sendo que eles contavam o tempo em forma de ciclos. Ao completar 52 anos (5.126 anos na contagem atual do tempo) um ciclo era zerado. Portanto, segundo a teoria, o dia 21 próximo seria a data exata para o fim de mais um ciclo.

Para falar mais sobre misticismo e sua relação com as civilizações, o MS Repórter entrevistou Andréa Pache. Terapeuta de técnicas integrativas e fotógrafa, Andréa conta como é o seu trabalho e opina sobre o “fim do mundo”. Confira a entrevista abaixo:

MS Repórter - Você utiliza de técnicas de civilizações antigas ao redor do mundo. Como é este trabalho?

Andréa Pache - Mais conhecidas como Xamanismo, determinei a prática, que traz algumas particularidades, como Técnicas Ancestrais de Civilizações Nativas. Muito usadas por tribos antigas, onde não existia ainda a figura do médico, o trabalho consiste em promover a cura através da consciência. Os registros delas vem de mais de 100 mil anos. O xamã, nome oficial daquele que exerce a atividade, é toda pessoa que tem o conhecimento que faz com que ele seja capaz de transitar entre os campos da consciência, oferecendo assim a cura. O trabalho envolve tambor e fogueira, sempre juntos, como forma de simbolizar o processo de cura.

MS Repórter - Quais os benefícios delas para as pessoas?

Andréa Pache - As técnicas têm como princípio reconectar o ser humano à natureza, e consequentemente, com ele próprio, o seu instinto. Dessa forma, é possível reestabelecer o seu equilíbrio e curar doenças da alma, doenças físicas e doenças emocionais. Durante muito tempo a mente foi mais valorizada, a emoção sendo considerada menos importante, e essas técnicas fazem com que você se reconecte de novo com o coração, mas de uma forma também sensorial. Energia e física quântica estão envolvidas no que chamamos de campos de consciência. Nos últimos anos, cientistas puderam comprovar através de pesquisas que o campo eletromagnético gerado pelo coração é cinco mil vezes maior que do que o campo eletromagnético gerado pelo cérebro. A partir disso, podemos comprovar o que já era citado pelos xamãs, fundamentando como é importante esse processo de se reconectar, para alcançar bem estar emocional, resgatar a saúde e o poder pessoal.

MS Repórter - O que fez você se interessar por essa terapia?

Andréa Pache - Eu sempre senti um chamado, quando ouvia o tambor tocando e via fotos de índios latino-americanos. Então comecei a pesquisar sobre o assunto, porque sou cética; entrei em contato com xamãs há uns 15 anos, mais ou menos; e percebi uma identificação grande com a prática do xamanismo. As técnicas trazem um sentimento muito tocante e apaixonante, quando você entra você não consegue mais sair.

MS Repórter - Que outros estudos sobre o assunto você exerceu?

Andréa Pache - Eu uso a astrologia linkada com o tarô. O tarô é outra área que eu pratico a 15 anos. Também tenho domínio da terapia floral. A terapia floral é fantástica e barata e as possibilidades são inimagináveis para o público leigo. Ela pode mudar crenças dentro de você. A crença é tudo aquilo que está enraizado dentro das suas células, como por exemplo, situações de vida que não são tão boas e que sempre se repetem. A astrologia me traz mais informação, mas é uma ciência que precisa estar sempre atualizando o conhecimento, então não me considero uma astróloga.

MS Repórter - Quais as suas crenças religiosas?

Andréa Pache - Eu fui criada na religião católica e conheci muitas religiões antes de iniciar nesses trabalhos porque eu queria saber mais. Conheci umbanda, candomblé, hinduísmo, rarecrixina e espiritismo. Hoje eu não me defino com uma religião e acho que cada vez mais a tendência de quem começa a partir para isso é começar a perceber que cada religião tem uma parte interessante. Eu acredito na natureza, porque ela ensina muito, é sábia. O universo é muito abundante. A natureza é muito abundante e próspera, se você olhar para as árvores, ela não faz nada, aquilo é natural, não pede nada em troca. A minha religião eu diria que é a natureza.

MS Repórter - Homeopatia e terapia floral são parecidas?

Andréa Pache - Não. Os florais são feitos de forma artesanal, colocando a flor na água e captando essa água. Segundo pesquisa do japonês Masaru Emoto, que congelou e fotografou moléculas de águas em diferentes estados, a água capta aquilo que se quer transmitir. Ódio, amor, raiva, tristeza, alegria, tudo afeta a água e essa é a base da terapia floral. Se você botar um remédio homeopático no microscópio você vai conseguir identificar as propriedades químicas ali que ficam diluídas, e você vai ter remédios de plantas. A homeopatia trabalha com dinamização, é uma coisa que você vai diluindo e batendo. Elas são diferentes, mas podem muito bem ser usadas juntas.

MS Repórter - E sobre as datas que chamam a atenção da humanidade e a profecia do fim do mundo, qual a sua opinião?

Andréa Pache - Pode ser que aconteçam muitas catástrofes, mas a gente já vem em um processo de grandes acontecimentos, e processo catastróficos há alguns anos. Existem algumas configurações astrológicas no céu para quem trabalha especificamente com a astrologia que diz que está havendo uma grande abertura de consciência no mundo. E eu acredito que nós somos influenciados por aberturas de consciências. O exemplo maior atual é o julgamento do mensalão, em que vemos de fato uma solução para os erros cometidos. Era uma coisa que não acontecia antes.

Já na nossa vida pessoa, essa abertura maior vai mexer com nossos valores daquilo que consideramos certo e errado, a ética e retidão em cada um de nós. Aquilo que era mentira na sua vida começa a vir à tona para que você veja a verdade. Entrando na questão do dia 21, eu acredito que os maias falavam em fim de ciclo e não do mundo em si. É a transformação de um tipo de consciência, o início de um despertar. A partir de agora, muitas coisas começam a acontecer, talvez para que o ser humano se torne mais solidário, tenha mais compaixão. Segundo a ciência, a Terra tem uma vida útil muito grande, ela tem bilhões de anos para continuar existindo e a gente não pode deixar de considerar isso.

 

Por: Ana Paula Duarte

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