A seleção brasileira entra em campo novamente nesta tarde (09) em Córdoba, à partir das 15h - horário de Mato Grosso do Sul - pela segunda rodada da Copa América.
Um resultado que não seja a vitória criará pressão para a última rodada do Grupo B, contra o Equador (quarta-feira) – a chave está embolada, todos com um ponto, e um tropeço praticamente define que o Brasil não será o primeiro colocado e deixaria em risco até a classificação (passam os dois primeiros e, dependendo da combinação, até o terceiro).
Os últimos jogos obrigaram Mano a fazer o pedido óbvio aos seus jogadores – foram três gols em seis partidas, média ruim, de 0,5. É inferior, por exemplo, à da era Dunga, quando o Brasil marcou 1,8 gol por partida. Analisando os últimos três jogos, fica pior: um gol (0,33 de média), o de Fred no amistoso contra a Romênia. Antes, empate contra a Holanda, 0 a 0, e depois novo jogo sem gol, contra a Venezuela, na estreia na Copa América.
Depois do treinamento da tarde desta sexta-feira, no estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba, os jogadores de meio de campo e de ataque treinaram finalizações. Pato foi o mais eficiente, com Robinho e Neymar em desvantagem. Fred também concluiu com eficiência. Pela seleção, Robinho tem 27 gols (média de 0,31), Neymar tem três (0,48), Fred tem cinco (0,38) e Pato tem quatro (0,30).
Mudar de tática agora seria uma derrota pessoal para o técnico, que apostou em uma equipe com jogadores talentosos e ofensivos, um quarteto que poderia ser unanimidade no Brasil, se fizesse gols. Um dos argumentos do treinador para a produtividade baixa contra a Venezuela é que esta escalação só tinha sido usada uma vez, contra os EUA (vitória por 2 a 0) em agosto de 2010.
Depois, Ganso e Pato machucaram, Neymar ficou de castigo porque brigou com seu treinador no Santos e Robinho ganhou descanso.
Para o segundo tempo contra os paraguaios, Mano pode optar por Elano ou na vaga de Ramires, para ajudar Ganso na armação, ou até no lugar de Robinho, para o Brasil ganhar força no meio de campo. O técnico teme perder o setor para os paraguaios, que terão quatro marcadores por ali. O técnico Gerardo Martino não poderá escalar Edgar Barreto e Jonathan Santana, que estão machucados.
FICHA TÉCNICA BRASIL X PARAGUAI
Local: Estádio Mário Alberto Kempes, em Córdoba (Argentina)
Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)
Auxiliares: Humberto Clavijo (Colômbia) e Francisco Mondria (Chile)
Brasil: Julio Cesar, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso; Robinho, Alexandre Pato e Neymar.
Técnico: Mano Menezes
Paraguai: Villar; Paulo da Silva, Verón, Torres e Ortigoza; Riveros, Vera, Estigarribia e Valdez; Santa Cruz e Barrios.
Técnico: Gerardo Martino.
Ceyd Moreles/Fonte: Ig Esporte
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