Menu
Busca terça, 04 de agosto de 2026
Esporte

Brasileiro é o 1º a fazer mestrado via ATP e vira sócio no grupo de Guanaes

30 outubro 2013 - 08h23 Por Louíse Lins/Uol

Marcio Torres, 32 anos, já é um ex-tenista. A despeito da aposentadoria precoce, porém, o mineiro soube aproveitar as oportunidades que o esporte ofereceu. Por ser atleta, ele conseguiu uma bolsa de estudos para fazer faculdade nos Estados Unidos. Depois, tornou-se profissional e chegou a ocupar o 132º lugar no ranking mundial de duplas da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).

Nesse período, aproveitou um plano de incentivo à capacitação criado pela entidade e se tornou o primeiro jogador do planeta a obter um mestrado pelo sistema. O brasileiro hoje é sócio de uma agência do publicitário Nizan Guanaes e gerencia as carreiras de Bruno Soares e Teliana Pereira, destaques recentes da modalidade no país.

Torres vive nos Estados Unidos desde os 17 anos de idade. A mãe do tenista, que é médica, mudou-se para o país por causa de uma oportunidade profissional. Na época, ele estava no terceiro ano do ensino médio.

A primeira situação em que o tênis teve influência na vida acadêmica de Torres aconteceu na faculdade. Natural de Belo Horizonte, o brasileiro teve 100% de bolsa para estudar ciência do exercício na Universidade de North Caroline.

Como profissional, Torres ganhou US$ 74 mil em premiação em nove anos de circuito. Ele chegou a acumular campeonatos de simples e duplas durante um período na carreira, mas depois priorizou a segunda vertente.

"Foi natural. Eu tive resultados mais expressivos nas duplas, e com um ranking mais alto eu conseguia jogar torneios maiores e melhores. Não sei se eu tivesse continuado a jogar simples eu teria alcançado o ranking que tive em duplas", contou Torres aoUOL Esporte.

Além de torneios profissionais de simples e duplas, Torres disputou torneios interclubes na Europa. "Não era o ideal para o ranking, mas era uma fonte de renda muito boa! Joguei por nove anos na Itália, cinco na França e dois na Suécia", afirmou o brasileiro.

Em abril de 2008, o brasileiro chegou a ocupar o 132º lugar no ranking mundial de duplas. Torres jogou com alguns dos principais nomes do tênis nacional nos últimos anos, mas o parceiro "preferido" dele é Bruno Soares, atual número 2 do mundo.

"Sem dúvida o Bruno", resumiu Torres. "Jogamos juntos em várias épocas da vida. Jogamos no juvenil, no future e em alguns challengers. Como eu morava nos Estados Unidos e ele no Brasil, tivemos trajetórias diferentes. Mas é uma história de dez anos, e nós ganhamos torneios juntos", completou o atual "aposentado".

A carreira de Mario Torres começou a ser abalada quando o tenista teve um problema na bacia. Então, na área de jogadores de um torneio, ele descobriu que a ATP tinha um programa de bolsas de estudo para atletas. Em 2010, no ano em que disputou o Grand Slam de Roland Garros ao lado de Thiago Alves, o brasileiro completou o curso de comunicação global pela Universidade de Phoenix e se tornou o primeiro jogador a obter um MBA no projeto desenvolvido pela entidade esportiva.

"Com o programa de desenvolvimento de atletas, nossa meta é preencher as diversas necessidades dos jogadores e dar a eles as ferramentas necessárias para auxiliá-los enquanto eles estão no circuito, além de prepará-los para a vida depois do esporte", disse Erika Kegler, diretora de desenvolvimento de atletas da ATP, na época em que Torres concluiu o curso.

O brasileiro levou dois anos para se formar. Aliada às dores na bacia, a formação acelerou a aposentadoria de Torres, que deixou o circuito em 2012. "Fiquei parado por quase um ano por causa do problema físico. Joguei mais um ano e meio, mas as dores recomeçaram. Como eu já estava com outros projetos fora de quadra e fazer várias horas de fisioterapia não era mais uma coisa tão legal, optei pela transição", relatou o mineiro.

Torres já havia trabalhado em uma empresa de material esportivo chamada Solfire, baseada em Miami, mas a carreira pós-tênis teve uma guinada real graças à amizade com o piloto Nelsinho Piquet. Os dois foram juntos a uma corrida da Nascar, principal categoria do automobilismo norte-americano, e o mineiro conheceu Geraldo Rodrigues, sócio da agência XYZ, formada a partir de uma fusão entre a Reunion e o grupo ABC, do publicitário Nizan Guanaes.

"Eu já tinha ouvido falar dele , e ele de mim. Conversamos e tivemos uma empatia imediata. Como eu já estava indo para o mundo dos negócios, apareceu uma oportunidade de eu abrir o departamento de tênis da XYZ", contou Torres.

O primeiro atleta agenciado pela empresa é Bruno Soares, que jogou torneios de duplas com Torres. Neste mês, a XYZ fechou também com Teliana Pereira, atual número 1 do ranking brasileiro feminino de simples. A empresa ainda está em negociação com mais um nome.

"É um departamento novo. A agência já tinha um know how no automobilismo e desenvolveu um trabalho com atletas de várias modalidades. No tênis, meu foco por enquanto é o trabalho com o Bruno e com a Teliana. Estamos empolgados, renovando e conseguindo novos contratos para eles", disse o agora manager.

Leia Também

Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
Projeto de IA do Detran-MS
Detran-MS alerta sobre golpe:
Detran-MS alerta sobre golpe: