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Esporte

Alemão dá calor em Neymar em treino do Brasil e vira sensação entre colegas

14 novembro 2013 - 15h00 Por Louíse Lins/Terra

Treinar ao lado de jogadores famosos e profissionais pode ser intimidador para jovens que dão ainda seus primeiros passos na carreira. Tirar o pé, evitar divididas mais fortes ou demonstrar nervosismo são atitudes mais esperadas do que bater de frente, tentar se impor e mostrar personalidade. Mas não foi o que aconteceu com o jovem alemão Marvin Hazel no treino da Seleção Brasileira na última quarta-feira (13),  em Miami.

O zagueiro de 21 anos, que atua pela Universidade Internacional da Flórida (FIU), completou os reservas do Brasil e não aliviou para Neymar. Fez duas faltas mais fortes, recebeu o troco do brasileiro e encerrou a atividade como sensação entre os colegas de faculdade presentes no treinamento.

Nascido em Freiburg, na Alemanha, Marvin chegou aos Estados Unidos há seis meses para estudar na universidade da Flórida. Entrou para o time de futebol que tem como técnico Kenny Arena, filho do ex-treinador da seleção americana Bruce Arena. É considerado por amigos e colegas o melhor e foi selecionado ao lado de dois colegas para ficar à disposição de Felipão.

Escalado na segunda parte da atividade, sentiu-se em casa. Tinha na pequena arquibancada do complexo o apoio de mais de 20 colegas do campus e, a cada lance de sucesso, era aplaudido. Na beira do campo, seu técnico acompanhava a movimentação e conversava com Bruce Arena, também presente na atividade.

Marvin já tinha feito uma falta dura em Neymar quando recebeu o troco com uma rasteira ao tentar arrancar para o ataque quando. Não mudou sua postura. Voltou a entrar duro no brasileiro, que não gostou e esboçou uma reclamação.

 “Ele veio perguntar o que eu estava fazendo e eu respondi que estava jogando futebol”, contou o alemão, que não encarou a conversa como uma reclamação. “Ele depois fez sinal que estava tudo bem”, contou.

Quando todos os jogadores da Seleção Brasileira já tinham ido embora, Marvin curtia o sucesso pela atuação de destaque. Tirou fotos e ficou conversando com seus colegas na beira do gramado. Deu uma longa entrevista para o jornal da faculdade e recebeu elogios de seu técnico. “Ele é muito bom no posicionamento, é alto e sabe sair jogando”, elogiou Kenny Arena.

Com um largo sorriso no rosto, Marvin contou que tem "6 pés e 3 polegadas", o equivalente a 1,92 m, e só pensou em jogar o que sabe ao ser avisado que completaria o time da Seleção. Se o seu futuro será no futebol, ele diz que é cedo para saber, mas esta será a tarde mais lembrada por um longo tempo. “Com certeza foi meu maior desafio no futebol, mas eu acho que me saí bem”, avaliou.

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