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Servidores do Itamaraty paralisam atividades no Brasil e no mundo

22 agosto 2012 - 13h05 Por Ana Paula Duarte/ Fonte: G1

Funcionários do Itamaraty paralisaram as atividades, nesta quarta-feira (22), em protesto por não terem participado das rodadas de negociação sobre reajuste salarial no Ministério do Planejamento. Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty), a falta de contraproposta por parte do Planejamento motivou o retorno à greve. O Itamaraty ainda não se pronunciou sobre a paralisação.

Em junho, os funcionários do Itamaraty já haviam aprovado greve, por tempo indeterminado, em assembleia com 300 servidores. Os trabalhadores, no entanto, retomaram as atividades.

Em nota divulgada na terça-feira (21), o Sinditamaraty informou que a paralisação afetará todos os serviços prestados pelo Itamaraty no Brasil e no exterior, incluindo a emissão de passaportes e vistos. Assistentes de chancelaria, diplomatas e oficiais de chancelaria são as categorias que estão sem trabalhar.

O governo estima em 70 mil o número de servidores - de diversas áreas - em greve no país. Segundo os sindicatos das categorias, 350 mil servidores federais paralisaram as atividades. De acordo com o Ministério do Planejamento, há 582,4 mil servidores ativos no Poder Executivo.

Postos e serviços afetados

O sindicato informou que, até a manhã desta quarta-feira, 19 postos já haviam aderido à paralisação, entre eles unidades localizadas na Oceania, Ásia e Europa. Os serviços suspensos são os de emissão de vistos, passaportes, certidão de casamento, nascimento e óbito.

Segundo a assessoria de imprensa da Embaixada do Brasil na Itália, a volta à greve não afetou e não deve afetar os serviços em agosto porque o mês é um período de férias na Europa e o órgão tem demanda reduzida. Segundo o Sinditamaraty, ainda não há informação de quantos servidores vão aderir à greve. Na greve realizada em junho deste ano, 130 repartições brasileiras do exterior pararam suas atividades em protesto.

Reivindicações

De acordo com o Sinditamaraty, a categoria pede, entre outras coisas, equiparação salarial de assistentes e oficiais de chancelaria a carreiras correlatas. O salário inicial de um oficial de chancelaria é de R$ 6.299 e de um técnico de inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), carreira correlata, de R$ 11.941, segundo o sindicato. Já um assistente de chancelaria recebe R$ 3.134 e sua carreira correlata na Abin, R$ 4.914.

O salário dos diplomatas (R$ 12.962) já está equiparado ao de oficial de inteligência da Abin.

A revisão salarial, segundo o sindicato, é para "recompor perdas dos últimos 25 anos, além da valorização das atividades exercidas pela categoria, com garantias efetivas e equivalentes às dadas para as demais carreiras consideradas típicas de Estado".

Corte do ponto

O Ministério do Planejamento divulgou na noite de terça-feira o corte do ponto de 11.495 servidores públicos federais em greve. De acordo com o ministério, eles sofrerão o desconto dos dias parados no salário de agosto, a ser pago a partir de 1º de setembro.

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