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Protestos se intensificam e deixam ao menos 121 feridos na Espanha

27 maio 2011 - 22h16

 Após semanas de protestos na capital Madri e em diversas outras cidades, milhares de jovens foram às ruas de Barcelona nesta sexta-feira enfurecidos pela repressão da polícia às manifestações por democracia e contra a corrupção e o sistema financeiro que levou à crise econômica amargada pelos países da zona do euro. Ao menos 121 ficaram feridos, entre eles 37 policiais.


 Incentivados pelas revoltas nos países árabes, que já derrubaram os ditadores da Tunísia e do Egito, muitos jovens têm acampado em praças pedindo o fim do bipartidarismo e cobrando uma maior participação na democracia espanhola. A polêmica investida da polícia tinha como objetivo desmantelar o acampamento montado na praça Catalunya, no centro de Barcelona, informa o jornal "El País".


 De acordo com o diário, o chamamento dos jovens à sociedade civil espanhola foi bem sucedido. "Famílias com crianças, idosos e jovens, muitos com flores e as mãos pintadas de branco em protesto à repressão policial" são vistos em Barcelona, afirma o jornal.


 Na segunda-feira (23), os manifestantes em diversos pontos do país acampados em praças deixaram claro sua intenção de continuar com os protestos e espalhá-los por mais cidades.


 Os seguidores do Movimento 15-M (devido ao dia em que começaram os protestos, 15 de maio) não se deixaram abater pela vitória do PP (Partido Popular, de centro-direita) nas eleições municipais e regionais realizadas no domingo (22) --evidenciando uma clara derrota da esquerda.


 Os líderes da revolta voltaram a defender o "apartidarismo reivindicativo" e no início da semana informaram à imprensa que o futuro do movimento deve ser decidido por meio de assembleias organizadas em quase 70 cidades espanholas.Analistas indicam que os jovens podem ter se organizado para boicotar os dois principais partidos espanhóis, direcionando os votos para legendas minoritárias, o que o movimento nega.


 "Em nenhum momento estivemos focados em mudar o rumo destas eleições. Estamos tentando mudar este sistema, que após as eleições continua. Por isso, as pessoas seguem vindo aqui, para prosseguir reivindicando seus direitos", disse um dos porta-vozes do 15-M.


 


Ceyd Moreles/Fonte: Folha.com

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