O governo russo pediu prazo de 15 dias para analisar os documentos levados pela missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que está em Moscou para negociar o fim do embargo da exportação de 85 frigoríficos brasileiros para o país. A informação foi passada para o DCI pelo secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Francisco Jardim, que chefia o grupo de brasileiros que se reuniu com o chefe do serviço veterinário russo (Rosselkhoznadzor), Sergei Dankvert. De acordo com Jardim, que retorna hoje para o Brasil, foram entregues todos os documentos pedidos pelos russos. "Também trouxemos outras informações complementares para mostrar nossa disposição em resolver o problema"
Enquanto isso, o setor de suínos, o mais afetado pelo embargo russo, ainda não sentiu os efeitos da suspensão das exportações para Moscou. O anúncio do embargo, no dia 2 de junho, levou importadores e exportadores a anteciparem negócios e embarques na primeira quinzena do mês, em nível superior ao que todos haviam imaginado, explica Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne suína (Abipecs). Em junho, as vendas para a Rússia totalizaram 24.664 toneladas e US$ 77,85 milhões, um aumento de 19,59% em volume e 36,01% em valor, em relação a junho de 2010.
As exportações de carne suína, em junho, revelaram um resultado surpreendente: um crescimento de 12,35% em volume, em relação a igual mês de 2010. O faturamento aumentou 29,65% no período, o que se explica pela elevação do preço médio da carne suína de 15,39%, em junho.
Helton Verão
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