A Copa América das surpresas, como muita gente chama, terá na final dois trabalhos de médio prazo, dois times que levaram seus comandantes do último Mundial: Uruguai e Paraguai.
O estádio Monumental de Núnez verá dois dos mais respeitáveis técnicos do continente disputando um título que coroaria o bom trabalho que têm feito nos últimos anos em suas equipes.
Oscar Tabárez assumiu a Celeste em 2006, começou um processo de reestruturação do futebol uruguaio, fortalecendo as categorias de base, e levou o país às semifinais da Copa América de 2007 e do Mundial de 2010.
A seleção uruguaia, que alcançou os Mundiais sub-20 e sub-17 e a Olimpíada de 2012, não tem uma taça de peso para selar a sua ressurreição na elite do futebol.
Gerardo Martino, treinador do Paraguai, assumiu o comando da equipe em 2007. Foi às quartas da Copa América em 2007 e da Copa de 2010, caindo diante da Espanha campeã mundial.
O Uruguai tentará hoje se tornar de forma isolada o maior campeão da Copa América, com 15 títulos, deixando a anfitriã Argentina com 14. O último troféu uruguaio veio em 1995, em casa.
“É uma oportunidade que havia muito não tínhamos. Chegamos com um trabalho de cinco anos e temos a chance de somar um título à história do futebol uruguaio”, disse o meia Alvaro González.
O Paraguai busca seu terceiro troféu (venceu em 1953 e 1979). “Em breve, nos daremos conta do que conquistamos”, afirmou o goleiro e capitão paraguaio, Justo Villar.
Helton Verão
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