A camareira de Nova York que acusa Dominique Strauss-Kahn de estupro abriu um processo civil nesta segunda-feira (8) contra o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), acusando-o de um "ataque violento e sádico".
Strauss-Kahn chegou a ser preso por causa do incidente, e teve de renunciar ao comando do FMI e abdicar de suas ambições de disputar a presidência da França. As acusações penais, no entanto, perderam força nas últimas semanas devido a dúvidas dos promotores a respeito da credibilidade da acusadora.
Repetindo o que vem dizendo à imprensa, a camareira Nafissatou Diallo declarou na ação que Strauss-Kahn saiu nu do banheiro na suíte do hotel Sofitel, em 14 de maio, e a obrigou a fazer sexo oral nele.
"Acreditando ser imune às leis deste país, o réu Strauss-Kahn atacou sexualmente Diallo de forma intencional, brutal e violenta, e nesse processo humilhou, degradou, violou e privou Diallo da sua dignidade como mulher", disse a peça inicial do processo.
Strauss-Kahn nega as acusações, e seus advogados dizem que qualquer contato sexual com Diallo foi consensual. O processo aberto por Diallo, imigrante da África, não especifica a indenização pleiteada.
Camila Bertagnolli/Fonte: Folha.com
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