O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse nesta segunda-feira (22) que o órgão está preparado para dar assistência aos rebeldes na Líbia, com a iminência da queda do ditador líbio, Muammar Gaddafi, e de uma mudança de regime no país.
Ele também afirmou que é preciso garantir a entrega de ajuda humanitária à população líbia.
O embaixador da Líbia na ONU, Ibrahim Dabashi, disse que a maioria das pessoas que lutam a favor de Gaddafi hoje na Líbia fazem isso apenas em nome da própria segurança – e não por acreditarem no regime do ditador. Segundo ele, assim que Gaddafi foi capturado - ou eventualmente morto - as lutas acabarão.
O secretário-geral da ONU engrossa, assim, as fileiras de lideranças mundiais que já manifestaram apoio aos rebeldes e já pediram que Gaddafi – há mais de 41 anos no poder – deixe o cargo. A Coreia do Sul, por exemplo, anunciou uma ajuda de ao menos R$ 1,6 milhão (US$ 1 milhão) para o CNT (Conselho Nacional de Transição) da Líbia, para apoiar as tentativas de derrubar Gaddafi. O governo sul-coreano ainda deve confirmar com os rebeldes líbios se é necessária ajuda adicional.
Na Itália – que já foi um aliado tradicional da Líbia –, o premiê, Silvio Berlusconi, pediu que Gaddafi desista de sua “resistência inútil” e a China – também um aliado líbio, devido à necessidade que tem das reservas de petróleo do país norte-africano – já se manifestou, dizendo que respeitará a vontade da população líbia.
O paradeiro de Gaddafi é desconhecido desde ontem, quando os rebeldes ocuparam praticamente toda a capital (Trípoli). O porta-voz do Pentágono (Departamento de Defesa dos Estados Unidos), coronel David Lapan, no entanto, disse hoje que eles acreditam que Gaddafi ainda está na Líbia.
- Nós não temos informações que ele deixou o país.
Karla Lyara/Fonte: R7
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