As eleições históricas que acontecem neste sábado (7) na Líbia, décadas após a ditadura do líder Muammar Gaddafi – morto em 20 de outubro do ano passado por rebeldes– registram protestos e incidentes no país.
O presidente da Comissão Suprema Eleitoral da Líbia, Nouri al Abar, disse em entrevista coletiva que 101 postos eleitorais dos 1.554 localizados em todo o país não abriram suas portas por razões técnicas ou de segurança.
Os líbios vão escolher uma assembleia de 200 membros que vai eleger o primeiro-ministro e seu gabinete, antes de preparar o terreno para as eleições parlamentares do ano que vem, sob uma nova constituição.
Candidatos com agendas islâmicas são maioria entre os mais de 3.700 aspirantes, sugerindo que a Líbia será o próximo país da Primavera Árabe --após Egito e Tunísia-- a ver partidos religiosos garantindo controle sobre o poder.
Manifestantes invadiram locais de votação e queimaram centenas de cédulas eleitorais. Testemunhas disseram que os manifestantes invadiram um local de votação logo após o início das eleições e queimaram publicamente centenas de cédulas na tentativa de minar a credibilidade da eleição.
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