Um atentado suicida nesta quarta-feira (18) na capital síria, Damasco, matou alguns dos mais importantes dirigentes do regime, incluindo o ministro da Defesa, seu vice e o cunhado do presidente do país, Bashar al-Assad.
O homem-bomba detonou os explosivos dentro do prédio sede da força de segurança nacional, deixando também um grande número de feridos.
Dois grupos rebeldes assumiram o ataque. Entre os mortos estão o cunhado de Assad, Assef Shawkat que era muito influente em assuntos de segurança interna , o ministro da Defesa, Daoud Rajiha, seu vice, Asef Shawkat, e o ex-titular da pasta, Hassan Turkmani, entre outras figuras do governo.
Não está claro se o ministro do Interior, Mohammad Ibrahim al-Shaar, foi morto no ataque. A TV com sede no Catar afirma que ele morreu, mas a TV estatal síria que, segundo o correspondente da BBC no Líbano Jim Muir tem sido transparente em relatar mortes de líderes do regime, disse que ele está bem. Há relatos de que o chefe do serviço de Inteligência, Hisham Ikhtiar, estaria gravemente ferido.
A correspondente da BBC em Damasco Lina Sinjab diz que nenhuma das janelas do prédio atacado parece estar quebrada e não há sinal de movimentação extra das forças de segurança.
Um comunicado das Forças Armadas afirma que a Síria está "mais determinada que nunca" a combater o "terrorismo" e varrer as "gangues de criminosos". A nota diz que "quem imagina que pode torcer o braço sírio ao matar altos comandantes... se engana".
Relatos de ativistas dão conta de que o conflito armado está cada vez mais intenso na capital.
Uma porta-voz rebelde disse à BBC que as entradas da cidade foram fechadas na manhã de quarta-feira, com a região de Al-Qaboun sendo particularmente alvejada pelos militares.
Diplomacia
O Conselho de Segurança da ONU deveria decidir nesta quarta-feira se impõe novas sanções ao país. Mas o enviado da ONU e da Liga Árabe Kofi Annan pediu para que a votação fosse adiada, após o ataque em Damasco.
Antes, ele havia se reunido com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou, enquanto o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se encontrou com o líder chinês Hu Jintao em Pequim.
China e Rússia são os dois únicos membros permanentes do Conselho de Segurança relutantes a impor sanções mais duras ao regime de Assad. No caso de Moscou, pesa uma antiga aliança entre sírios e russos.
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