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Dívida dos EUA tende a alcançar seu limite nesta segunda-feira

16 maio 2011 - 12h22


A dívida norte-americana alcança, nesta segunda-feira (16), o limite autorizado pelo Congresso, mas os parlamentares se negam a ampliar o valor. O Tesouro dos EUA alerta desde abril que 16 de maio é a data para a dívida alcançar o teto de US$ 14,294 trilhões. O Estado não pode aumentar o endividamento além deste valor. O governo insiste para que o Congresso aumente o teto, mas o tema divide os parlamentares: os republicanos exigem antes uma economia de bilhões, nas palavras do presidente da Câmara de Representantes, John Boehner, algo que os democratas consideram perigoso.

De todas as formas, o Tesouro afirma que tem condições de permanecer abaixo do limite até 2 de agosto com vários ajustes contábeis.

– Como o Congresso ainda não agiu, começamos a aplicar uma série de medidas extraordinárias que darão um pouco mais de tempo para elevar o teto da dívida – disse na sexta-feira o secretário do Tesouro, Timothy Geithner.

Não é possível prever o que aconteceria se os Estados Unidos não conseguissem responder por sua dívida.– A gravidade do tema é a razão pela qual as pessoas pensam que isto não vai acontecer. É o equivalente financeiro a uma bomba nuclear – explica Aaron Kohli, especialista em títulos do Tesouro da Nomuro Securities.

Para David Wyss, economista chefe da agência de classificação Standard and Poor’s, o Tesouro pode seguir funcionando até agosto, dando tempo ao Congresso para um acordo. Além disso, em caso de situação crítica, o “governo tratará a dívida com prioridade”.

– Não há nenhum perigo manifesto de falta de pagamento – explicou à agência francesa de notícias AFP.A agência atribuiu em 18 de abril uma perspectiva negativa à nota da dívida a longo prazo dos Estados Unidos, mas a questão do limite da dívida não agrava a situação para a S&P. O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, advertiu que é arriscado não elevar o limite da dívida em um prazo razoável.

Ele citou como consequência o aumento das taxas de juros, que agravará o déficit e, na pior das hipóteses, uma nova desestabilização do sistema financeiro, como na falência do Lehman Brothers (setembro de 2008). Segundo o Tesouro, na quinta-feira a dívida dos EUA estava em US$ 14,256 trilhões, apenas US$ 38 bilhões abaixo do limite previsto pelo Congresso.


 


Karla Lyara/Fonte:Correio do Brasil

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