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Espanha: Sobe para nove o número de mortos pelos terremotos que atingiram a região sul do país

12 maio 2011 - 18h29

Moradores da cidade de Lorca, região sul da Espanha, continuam sofrendo as consequências dos dois tremores que atingiram a região ontem pela tarde.


Com magnitude 4,4 e 5,1, respectivamente, os terremotos fizeram mais uma vítima fatal. Uma mulher de 41 anos que estava ferida e internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Arrixaca, em Múrcia , morreu na manhã desta quinta-feira (12). Além dela, mais oito pessoas perderam a vida ontem por causa dos desabamentos. Outra continua desaparecida.


Com epicentro a 353 km da capital, Madrid, o que aumentou a potência destrutiva dos terremotos foi a profundidade – apenas um quilometro – número considerado baixo pela U.S. Geological Survey (USGS), que monitora e estuda abalos sísmicos. 


Fontes da Prefeitura indicaram que quase todos os imóveis do centro urbano da cidade de 92 mil habitantes sofreram algum tipo de dano. O terremoto deixou ainda 130 feridos. Durante a noite, 260 pessoas foram atendidas pelos serviços médicos.


O tremor é o mais grave dos últimos 50 anos na Espanha e o primeiro com mortos desde que em 1969, quando quatro pessoas morreram de ataques cardíacos.


População nas ruas


Assustados com possíveis desmoronamentos, milhares de moradores permaneceram nas ruas. Grande parte dos 90 mil habitantes da cidade aguardava para saber se era seguro voltar para casa. A Unidade Militar de Emergências instalou três grandes acampamentos para atender à população.


"Nós ativamos medidas de auxílio o mais rápido possível", afirma o chefe de governo espanhol José Luis Rodriguez Zapatero. Ele conta que 800 soldados trabalham nos esforços de reconstrução em Lorca e 370 barracas foram enviadas.


Em parques, foram organizados pontos para a distribuição de comida, e cerca de 15 mil pessoas receberam tendas para passar a noite.


"Passamos a noite aqui na praça. As equipes de emergência nos deram comida e cobertores. Não podemos voltar para nosso apartamento até que um engenheiro cheque as condições do prédio", disse Edgar Rosales, 38, um imigrante equatoriano. "O que importa é que estamos bem. Estamos todos juntos", completou. 


Camila Bertagnolli

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