Desde que foi confirmada, a morte de Eduardo Campos foi destaque em diversos sites internacionais. Em notícia de capa, o espanhol El País ressalta que a morte do candidato do PSB à Presidência da República vai dar uma virada na corrida presidencial.
Três horas depois da confirmação da morte de Campos em um acidente aéreo no município paulista de Santos, o britânico Financial Times ainda trazia na capa a foto do ex-governador e a afirmação de que sua morte vai alterar a dinâmica das eleições presidenciais brasileiras.
Enquanto isso, o espanhol El Mundo destacou no obtuário que o candidato, de 49 anos, buscava ser a cara da nova política brasileira. O jornal salientou que Campos procurava se mostrar como uma resposta à demanda dos eleitores que foram às ruas em manifestações em junho do ano passado e que tinha sangue político.
O jornal frisou ainda que o ex-governador contava com grande apoio no Nordeste brasileiro e que suas propostas eram um meio termo entre as liberais da oposição e às mais ligadas à esquerda, do PT.
Já o argentino La Nación destacou que Campos foi aliado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na corrida presidencial, era adversário da presidenta Dilma Rousseff, que disputa a reeleição. O jornal destacou que Campos foi eleito governador de Pernambuco com mais de 80% dos votos. La Nación lembrou que Campos seguiu, desde jovem, os caminhos da política e que estava em terceiro lugar nas pesquisas para as eleições de outubro.
O americano The New York Times e o francês Le Monde informaram sobre o luto oficial de três dias decretado pela presidenta Dilma Rousseff e acentuaram o fato de o pequeno avião que levava o candidato ter caído em um bairro residencial de Santos, no litoral paulista. No acidente, morreram mais seis pessoas.
A Télam, agência pública de notícias da Argentina, destaca, em matéria de capa, que a morte de Eduardo Campos a 53 dias das eleições gerou grande comoção no mundo político e que o impacto da perda na disputa ainda não pode ser medido. A agência lembra que a morte do ex-governador de Pernambuco, terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, paralisou a campanha eleitoral no país.
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