O grupo Teatro Mágico apresenta nesse fim de semana “A Sociedade do Espetáculo”, um novo show, com imagens impactantes e novas performances, números circenses, cenário, figurino e integrantes, na cidade de Dourados. O espetáculo será no Parque dos Ipês, no domingo, dia 23, às 19 horas, com entrada gratuita.
Além das novidades estéticas do show, o trabalho traz novas temáticas e o grande diferencial da produção musical de Daniel Santiago (conhecido pelo seu trabalho ao lado do bandolinista Hamilton de Holanda, um dos principais expoentes da música instrumental contemporânea), que ao lado de Fernando burilou novas ideias, ritmos e sonoridades.
Agora, O Teatro Mágico se propõe a fazer um pop moderno, sofisticado e fundamentalmente brasileiro. As músicas continuam ‘acessíveis ao público’, o que resguarda a essência do projeto, mas agora OTM se apresenta bebendo em novas fontes, desde Milton e Clube da Esquina, até a guarania gaúcha e Beatles. Sem dúvida alguma, "A Sociedade do Espetáculo" tem seu diferencial na inovação estética musical, capaz de reunir elementos da musica internacional com uma forte brasilidade, fazendo uma fusão de ritmos.
Há mais de oito anos na estrada, a trupe se consolidou como principal fenômeno da internet no Brasil, obtendo mais de 6 milhões de downloads oficiais na rede, milhões de views no youtube, centenas de seguidores e fãs em redes sociais. Mesmo assim, continua como banda independente e conseguiu estabelecer um trabalho sólido, se apresentando nos palcos mais importantes, das principais cidades e capitais do país. São mais de 300 mil CDs e 120 mil DVDs vendidos.
Influência O álbum leva o mesmo nome do livro de Guy Debord, "A Sociedade do Espetáculo". A obra, ainda atual do filósofo francês, versa sobre a imagem enquanto elemento organizador da sociedade do consumo, transformando a realidade em ficção, e a ficção em realidade. O conteúdo das melodias e letras traz o questionamento do mundo em que vivemos hoje.
Como em "Amanha... Será?", inspirada nas revoluções que aconteceram no Oriente Médio, organizadas pela Internet, e "O mundo não vale o mundo meu bem", com uma pegada Drumondiana. Assim como no álbum anterior, a trupe chega na cidade e discute o seu cotidiano político/cultural, sem esquecer também do lado sentimental, como foi no primeiro cd (Entrada para Raros, 2003), resgatando um humanismo individual e coletivo , provocando uma catarse com o forte tom positivista, que só conhece quem já esteve em um show de O Teatro Mágico.
Ceyd Moreles
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