Pensando no resgate de brincadeiras tradicionais e folclóricas esquecidas diante das tecnologias dos brinquedos da infância atual, o Pontão de Cultura Guaikuru e Espaço Imaginário lançam no próximo dia 20 de abril, em Campo Grande, o Projeto Memórias do Futuro – Olhares da Infância Brasileira.
“O objetivo é que, através de produções audiovisuais, os jovens participantes do projeto pesquisem, registrem e documentem brincadeiras e hábitos de crianças, além dos relatos dos pais, avós, educadores e pesquisadores sobre as brincadeiras de sua época”, explica Lia Mattos, coordenadora pedagógica do projeto.
O Memórias do Futuro está entre os oito projetos selecionados pela Fundação Telefônica|Vivo no ano passado, para apoio na área de cultura digital.
Os jovens foram selecionados em diferentes comunidades, organizações não governamentais e pontos de cultura de Campo Grande, Amambai e Corumbá.
Depois de uma semana de oficinas, que acontece de 15 a 19 de abril e que reunirá todos os jovens selecionados orientando-os sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação, produção, técnicas de filmagem, sensibilização para cultura da infância e do olhar, os jovens voltam para suas comunidades e começam a etapa de pesquisar os jogos e brincadeiras.
Profissionais de todo o País estarão presentes durante esse período de oficinas em Campo Grande. Entre eles Lydia Hortélio, Igor Amin, Vinícius Cabral e Gandhy Piorski, todos conhecedores do universo infantil. Lydia Hortélio é uma das maiores especialistas em cultura da criança no Brasil, há anos ela desenvolve uma profunda e contínua investigação das cantigas, brincadeiras e brinquedos brasileiros. Igor Amin e Vinícius Cabral, vão compartilhar o conhecimento sobre as novas tecnologias, eles são artistas multimídia, arte educadores e sóciodiretores da A Produtora Audiovisual. Juntos, coordenam projetos de Cinema e Educação como o Cinegênero - Juventude em Conexão e já realizaram diversas oficinas práticas para jovens e crianças em festivais. E Gandhy, que é artista plástico, artesão e pesquisador de brinquedos populares e da arte de brincar, vai trazer um pouco de sensibilização a respeito da cultura da infância.
Conteúdo Público
Com o resultado de toda a pesquisa e produção audiovisual dos jovens, o projeto entra em uma nova fase, a Caravana Tecnobrincante. “A Caravana vai ser uma exposição multimídia em eventos de interação com alunos e educadores de escolas, o público em geral e artistas do projeto em espaços públicos com as atividades realizadas e as brincadeiras pesquisadas pelos meninos e meninas. Passará por Corumbá, pela Aldeia Indígena em Amambai e também por Campo Grande”, explica Lia.
Além disso, todo o conteúdo gerado pelos jovens participantes do projeto será disponibilizado em um banco de dados virtual para que educadores e jovens de todos os lugares possam compartilhar da pesquisa, da produção e dos resultados do projeto. “É uma forma de tornar esse conteúdo público e estimular o resgate cultural das brincadeiras pelo Brasil”, reforça Andréa. O banco de dados estará disponível no portal do projeto, www.memoriasdofuturo.com.br. Além disso, o projeto também contará com um blog, o http://blogmemoriasdofuturo.blogspot.com.br/ onde os adolescentes vão compartilhar suas vivências e descobertas.
Fundação Telefônica|Vivo
A instituição atua com o fim de contribuir para o desenvolvimento social do Brasil. Criada em 1999, a Fundação Telefônica incorporou os projetos do Instituto Vivo em 2011, em função da fusão entre a Vivo e a Telefônica. A atuação é voltada para o acesso à educação, a melhoria da qualidade educativa e a divulgação do conhecimento. Para isso, desenvolve iniciativas de combate ao trabalho infantil, estímulo ao uso das Tecnologias de Informação e Comunicação na educação e aprendizagem, de desenvolvimento local e voluntariado empresarial. O Grupo Telefônica possui, ainda, fundações em 13 países. Para conhecer mais, acesse www.fundacaotelefonica.org.br.
Ana Maria Assis/Com informações da Assessoria
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