Realizada desde 2002, a lavagem da escadaria da Matriz, em 30 de dezembro, acontecerá pela segunda vez sem celebração de missa reunindo representantes das religiões católica e africana. Como em 2011, as portas da igreja ficarão fechadas. Ano passado, uma orientação da Diocese de Corumbá passou a não permitir esse tipo de celebração em igrejas católicas da cidade.
"É uma decisão do bispo diocesano que a igreja permaneça fechada. Ele tomou a decisão e tenho de cumpri-la, é uma decisão superior e não posso desrespeitá-la", disse a este Diário o padre Fábio Vieira, pároco da Matriz de Nossa Senhora da Candelária. "Nada impede que promovam a lavagem da escadaria", completou o religioso informando que na noite de 30 de dezembro de 2012 não haverá missa porque a igreja permanecerá fechada.
No ano passado, a determinação diocesana provocou manifestações. Representantes da umbanda e do candomblé promoveram a "1ª Caminhada em defesa da liberdade religiosa". A iniciativa expôs a indignação com a decisão tomada pela Diocese de Corumbá de não realizar a missa com a presença de candomblecistas na igreja.
Na sequência da lavagem da escadaria, começam, na prainha do Porto Geral, os rituais - à beira do rio Paraguai - de louvação à rainha das águas Iemanjá.
Ritmos do Atabaque
As celebrações de fim de ano exaltando as religiões de matriz africana começam no sábado, 29 de dezembro. A partir das 19 horas, o Porto Geral sediará a quarta edição do Ritmos do Atabaque. O evento reúne adeptos da umbanda e candomblé que, através do som do atabaque - instrumento de percussão utilizado nos espaços religiosos para realização de rituais - homenageiam suas entidades.
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