A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, por meio do Museu da Imagem e do Som, realiza no próximo dia 20 de março (quarta-feira), às 14 horas, o debate “O teatro de resistência nos anos de chumbo”. O debate faz parte do projeto “Cultura em Situação”, organizado pelo Núcleo Educativo do MIS e contará com alunos do Curso de Artes Cênicas e Dança da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e demais interessados no tema.
O objetivo é debater sobre a importância do posicionamento artístico frente a regimes de opressão, neste caso em especial sobre a ditadura militar brasileira, fazendo um paralelo com a atuação de Glauce Rocha, homenageada pelo MIS este mês com uma exposição audiovisual e mostra de filmes.
Para Américo Calheiros, presidente da Fundação de Cultura, o museu é um lugar para se refletir sobre o passado, no presente, para que repensemos nossas práticas para o futuro. “É bastante oportuno o debate sobre a resistência artística tendo como pano de fundo a exposição audiovisual Glauce Rocha”, analisa.
“Falar sobre a postura dos artistas frente aos períodos de repressão é algo muito importante, pois, de certa forma, essa postura vai se refletir na identidade cultural e social que temos hoje. Uma pergunta oportuna para o debate é: qual a importância dessa postura nos dias de hoje?" indaga Américo Calheiros.
O Programa “Cultura em Situação” foi instituído em 2007 e elaborado em parceria com o Programa de Mestrado em Estudos de Linguagens do Departamento de Letras da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Através dele pesquisadores realizam palestras, debates e seminários ligados a temas diversos, como arte contemporânea, cinema, literatura e questões relacionadas à identidade sócio-cultural e histórica do Estado, apresentando os resultados de pesquisas no campo cultural a estudantes universitários, profissionais liberais e público em geral.
Serviço
O debate “O teatro de resistência nos anos de chumbo” acontece dia 20 de março (quarta-feira), às 14 horas, no Museu da Imagem e do Som, que fica no Memorial da Cultura, na avenida Fernando Correa da Costa, 559, 3º andar. A entrada é franca.
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