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Cultura

Em entrevista ao MS Repórter, o cineasta Alexandre Couto destaca o filme 'Honra'

27 maio 2013 - 12h12 Por Ana Paula Duarte

Alexandre Couto possui uma história de vida que se confunde com a história dos cinemas de Mato Grosso do Sul, em especial de Campo Grande. Iniciou sua trajetória profissional na sua cidade natal, Três Lagoas, em 1962, no Cine Lapa como decorador de cinema, painéis com os desenhos dos atores eram expostos. Começou a trabalhar na Empresa Teatral Pedutti e logo foi transferido para a praça de Campo Grande no Cine Alhambra, Santa Helena, Auto Cine, Cine Plaza e Rialto, todos da Empresa Teatral Pedutti, onde sempre trabalhou como decorador de cinema, reproduzindo os cartazes em painéis que ficavam em exposiçãoo na frente dos cinemas. Em 1978 resolve comprar uma câmera Super-8 e junto com seus colegas, também funcionários do cinema realizou seu primeiro curta.

Sem nenhum apoio governamental e empresarial, ele já produziu 4 curta-metragens: “Vingança Maldita” (1978), “A marca do destino” (1980), “Imprevisto ao acaso” (1993) e “Fatalidade” (1993) e ainda realizou 2 longa-metragens: “Liberdade para os inocentes” (1987) e “Os covardes devem morrer” (1994). A sua mais recente produção é o primeiro longa em HD de Mato Grosso do Sul, “Honra” (2013) um faroeste sul-mato-grossense que conta com a produção de José Reinaldo e onde Alexandre assina direção, câmera, fotografia , edição, sonorização, artes gráficas.

Em entrevista ao MS Repórter, ele conta sobre sua história na trajetória cinematográfica de Mato Grosso do Sul e como foi a produção do filme “Honra”, que ganhou ainda espaço para ser exibido em uma rede de cinemas.

Ele garante que jamais pensou em entrar com projetos ligados as leis de incentivo governamentais e acabou postando toda a sua produção no YouTube no canal CoutoPinturas.

Em sua história Alexandre demonstra que com uma câmera na mão e força de vontade é possível produzir filmes, embora revele ainda que o cinema local é pouco valorizado. “Aqui é uma capital que as pessoas não tem o hábito de ver produzir cinema, Em uma pesquisa feita por nós, tem uma grande quantidade de pessoas que tem anos que não vão ao cinema, isto é falta de incentivo cultural” disse.

Confira aqui a entrevista.

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