Começa nesta quinta-feira (22), em Campo Grande, e na sexta-feira (23), em Dourados, o circuito Sonora Brasil, com o tema Tambores e Batuques, Edino Krieger e as Bienais de Música Brasileira Contemporânea.
A 16ª edição do circuito Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais contará com apresentações de quatro grupos musicais: Raízes do Bolão – do Amapá (22 em Campo Grande – 23 em Dourados); samba de Cacete da Vacaria – do Pará (23 na Capital e 24 em Dourados); Samba Raízes de Tocos – da Bahia (24 Campo Grande e 25 Dourados) e o Grupo Alabê Ôni – do Rio Grande do Sul (25 em Campo Grande e 26 Dourados).
A cada nova edição, o Sonora Brasil consolida-se como o maior projeto de circulação musical do país. A ação possibilita o contato com a diversidade da música brasileira e contribui para o conjunto de ações desenvolvidas pelo Sesc, visando à formação de plateia.
Raízes do Bolão, Samba de Cacete da Vacaria, Samba Raízes de Tócos e Alabê Ôni são os grupos que que se identificam com o desenvolvimento histórico da música no Brasil. Em 2013, o primeiro tema,Tambores e Batuques, circula pelos estados das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, enquanto o segundo, Edino Krieger e as Bienais de Música Brasileira Contemporânea, segue pelos estados das regiões Sul e Sudeste. Em 2014, procede-se a inversão para que os grupos concluam o circuito nacional.
O Sonora Brasil tem a proposta de despertar um olhar crítico sobre a produção e sobre os mecanismos de difusão de música no país. Todas as apresentações são essencialmente acústicas, valorizando qualidade das obras e de seus intérpretes. Desde a sua primeira edição, em 1998, já passaram pelo Sonora Brasil cerca de 60 grupos, em mais de 3.500 apresentações por todo o país, alcançando um público superior a 500 mil espectadores.
Tambores e Batuques apresenta manifestações da tradição oral presentes em comunidades quilombolas, que têm o tambor como um elemento fundamental e, em alguns casos, sagrado. Os grupos circularão utilizando instrumentos fabricados artesanalmente, de acordo com as tradições de suas comunidades, apresentando repertório de cânticos que aludem a fatos da vida social, ao trabalho e às crenças religiosas.
O grupo Raízes do Bolão, do quilombo do Curiaú (AP), apresenta o marabaixo e o batuque; o grupo Samba de Cacete da Vacaria, da região de Cametá (PA) é apresenta o samba de cacete; o grupo Raízes do Samba de Tócos, da cidade de Antônio Cardoso (BA) apresenta o samba de roda; e do Rio Grande do Sul vem o único dos quatro grupos que não é formado numa comunidade quilombola, o Alabê Ôni, formado por músicos, pesquisadores da cultura negra, que recupera a história do Tambor de Sopapo.
O ingresso é de R$ 10 (comerciário/comerciário parceiro/dependente) | R$ 15 (usuário parceiro) | R$ 20 (usuário).
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