Membros do Centro Acadêmico de História (Cahisd) e da coordenadoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) tentam evitar que o Museu Histórico de Dourados seja desmontado e tenha seu acervo levado para outros locais. Através de uma petição online que já conta com mais de 400 assinaturas, o grupo luta para que a história do município seja preservada. Recentemente, Carlos Fábio, secretário de cultura, confirmou que o museu seria transferido para uma sala no terminal rodoviário (sem data definida), pois o atual prédio localizado na Rua João Rosa Goés, centro, estaria em péssimo estado de conservação e por isso, passaria por uma reforma para posteriormente abrigar a expansão da Secretaria de Assistência Social.
O estudante Matheus Heindrickson, coordenador-geral do DCE, lamenta a ação. “A remoção do museu contraria todos aqueles que muito se empenharam pra que ele pudesse existir. O prédio, ainda que em situação deplorável, tem plenas condições de ser adequado. Isso a própria prefeitura admite,em parte, ao responder que ele possivelmente seria reutilizado para a Secretaria de Assistência Social. Desmantelá-lo afetaria aquilo que mais caracteriza qualquer que seja o povo: sua história, memória e identidade. Também seria comprometedor para futuras a pesquisas”, explicou.
Na última semana, o grupo de acadêmicos encaminhou uma carta ao secretário de cultura, pela qual propõem o tombamento do museu e se colocam oficialmente à disposição para ajudarem no desenvolvimento de projetos de recuperação. “Somos sempre parceiros em todo o projeto que signifique melhorias reais para a memória e cultura em nossa cidade. A carta apresentada ao secretário contém reivindicações que, se aplicadas, podem não só manter de pé o museu, mas também ampliá-lo e expandir suas fronteiras. Ainda que com pouco tempo hábil, tivemos o cuidado de visitar o museu, analisar os pontos de estrangulamento, pesquisar como é feita a gestão dos museus Brasil e mundo afora”, destacou.
O museu foi criado em 1977, pelo então prefeito José Elias Moreira, com a missão: “Educação da Cidadania através da História”. Durante sua existência, passou por uma série de problemas e teve as portas fechadas, mas foi reinaugurado em 20 de dezembro de 2002 por Laerte Tetila, sendo transferido para a estrutura onde funcionava a sede do administrativo municipal. O acervo conta com documentos da época da colonização de Dourados, fotografias e objetos pessoais de pioneiros, como Marcelino Pires, moedas, móveis antigos, indumentárias, livros, revistas, além de um acervo indígena. A petição será entregue ao prefeito Murilo Zauith; interessados em assinar podem acessá-la através do link: Petição Online
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