A Cia Oficina de Interpretação Teatral (Ofit), de Campo Grande, foi contemplada com o prêmio da Fundação Nacional das Artes (Funarte) Myriam Muniz na categoria circulação, para as apresentações do espetáculo “Gota D’Água”, em fevereiro e março.
O projeto “Ofit Em Cena” prevê sessões de “Gota D’Água” dias 7,8 e 9 de fevereiro ás 20h30, no Teatro Municipal de Dourados; no mesmo mês e horário, dias 14,15 e 16 o espetáculo será encenado no Teatro Aracy Balabanian de Campo Grande. Em março é a vez de Corumbá e Palmas (TO) receberem a peça.
Nos dias 7 e 8 será apresentado às 20h30, no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), campus de Corumbá; e nos dias 20 e 21, também no mesmo horário, “Gota D’Água” estará no palco do Teatro do Serviço Social do Comércio (Sesc) de Palmas. Os ingressos serão vendidos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).
Paralelamente, nessas cidades, o prêmio Funarte de Circulação vai realizar com entrada gratuita, o workshop “Laboratório Dramatúrgico”, ministrado pelo dramaturgo de Minas Gerais, Eder Rodrigues e a oficina “A Ação Vocal no Trabalho do Ator”, sob o comando do diretor da Cia Ofit, Nill Amaral.
“Este reconhecimento da Funarte enaltece o trabalho desenvolvido pelo encontro de bons profissionais na concepção de espetáculos. No ano passado, a Cia Ofit completou 10 anos de atuação em prol das artes cênicas.
Promovemos em Campo Grande a 1ª edição da Mostra Ofit Cena Contemporânea, por meio do Fundo de Investimentos Culturais (FIC)”, enfatiza Nill, citando as montagens da Ofit que foram sucesso de público e crítica como: “No Gosto Doce e Amargo das Coisas de Que Somos Feitos”, livremente inspirada em textos de Clarice Lispector, “A Serpente”, do dramaturgo Nelson Rodrigues, “Fala Comigo Doce como a Chuva”, de Tennesse Williams, e “Gota d’Água”, que é adaptação de Eder Rodrigues a partir do original de Chico Buarque e Paulo Pontes.
“Gota D’Água” é uma adaptação de Medeia de Eurípedes. O enredo se passa em um conjunto habitacional carioca. A Medeia brasileira virou Joana, mulher madura, batalhadora e apaixonada pelo pai de seus dois filhos, o jovem compositor Jasão. Ambicioso e disposto a ouvir seus sambas nas rádios, ele se envolve com Alma, filha de Creonte, grande empresário do agronegócio.
Abandonada e cheia de amargura, Joana, no ápice trágico de loucura, trama uma vingança ao ex-amado. A montagem é dirigida por Nill Amaral e conta com a adaptação de Eder Rodrigues, direção musical de Marcos Chaves, preparação de atores de Roberta Ninin de São Paulo e a iluminação de Marcos Dadico.
A peça iniciou temporada em 2012, participando de importantes festivais no Mato Grosso do Sul. No ano de estreia recebeu os prêmios Rubens Corrêa e Myriam Muniz de teatro, categoria Montagem.
O elenco é formado por atores recém-formados pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD): Paulo Porto, Leandro Martins, Taianne Petelin, Indira Brito, Isis Anunciato, Carlos Anunciato e Rose Leal.
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