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Titãs se apresentam neste sábado no Festival de Inverno de Bonito

02 agosto 2014 - 19h14Por Mariana Anjos / Notícias MS

Uma das maiores bandas do Rock, ao lado de Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso e Barão vermelho, os Titãs se apresentam no 15º Festival de Inverno de Bonito, neste sábado, 2 de agosto, com um novo show e um novo disco de sonorização pesada e letras de contestação – uma crônica da sociedade brasileira - que marcam a atual fase do grupo paulista formado em 1982.

 A turnê de apresentação do novo disco praticamente se inicia em Bonito, conforme a agenda divulgada no site da banda. Estava previsto iniciar a temporada pelo Rio de Janeiro, no próximo mês, porém o primeiro show será no FestInBonito, seguindo, depois, para Vitória (dia 20 de setembro) e Goiânia (11 de outubro). Está programada uma apresentação em São Paulo, no dia 13 de setembro.

 A penúltima noite de shows do festival promete. Antecedendo ao Titãs, sobe ao palco da Grande Tenda, na Praça da Liberdade, um dos artistas que mais fizeram história no evento promovido pelo governo do Estado: Lulu Santos, que retorna com sua nova turnê “Toca mais Lulu”. As cantoras Bianca Bacha (MS) e Tulipa Ruiz (SP) abrem a programação no dia 2 de agosto, no palco Fala Bonito, às 19 horas.

 O público do FestInBonito certamente se surpreenderá com a energia dos cinquentões Branco Mello, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto – remanescentes da formação original da banda. Eles eram garotos quando começaram a mostrar o rock do Titãs do Iê-Iê no underground paulista. Agora, com mais de 30 anos de estrada, o grupo lança seu 18º disco de volta às origens – “Nheengatu”.

 Renascimento

 Este novo trabalho, elogiado pela crítica e atraindo multidões nos shows, é cheio de temas polêmicos, imagens fortes e letras políticas, resgatando a criticidade da banda. Cinco anos após o último disco de estúdio, “Nheengatu” tem pegadas mais roqueiras e referências diretas aos clássicos “Cabeça Dinossauro" (1986), “Jesus não tem dentes no país dos banguelas” (1987) e “Titanomaquia” (1993).

 “A gente sempre preservou isso dentro da banda porque a gente sabe que é uma marca nossa, uma coisa importante”, afirma Sérgio Britto. “Mas nessa maneira que voltamos a fazer nesse disco, com foco em um repertório inteiro, fazia tempo que nós não fazíamos”. O músico completa: “não deixa de ser um renascimento da banda. São os mesmos caras, mas estamos em funções diferentes.”

 O novo disco

 Para combinar as mensagens das canções que falam de desigualdade, escravidão, pedofilia e machismo com o conjunto da obra – cujas contestações são cantadas e gritadas em um uníssono típico da banda -, os Titãs foram longe nas referências. Batizaram o álbum com o nome de uma língua derivada do tupi-guarani e adotada pelos jesuítas na época do Brasil colônia com uma linguagem única de comunicação.

 “Nheengatu” é uma crônica ácida do Brasil em carne viva, com as angústias e mazelas que assolam o País.  Os Titãs, que se consagraram por cravar a unha na ferida e nunca tiveram pudor em virar do avesso temas incômodos, estão mais críticos e atuais do que nunca. Como “Fardado”, composta enquanto protestos e manifestações varriam o País afora: “Por que você não abaixa essa arma/O meu direito é seu dever/Por que você não usa essa farda/Pra servir e pra proteger”.

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