Na última semana, o governador André Puccinelli visitou Costa Rica e conheceu as instalações da futura unidade produtora de etanol e energia elétrica do Grupo ETH Bionergia que já está em construção no município. Ele e o presidente do grupo, José Carlos Grubisich, descerraram uma placa que marca oficialmente o lançamento da pedra fundamental da unidade, localizada na estrada que liga a cidade a Alcinópolis, na zona rural.
Segundo o presidente do grupo, a meta é inaugurar a unidade no mês de outubro deste ano. A unidade tem capacidade para moer 3,8 milhões de toneladas de cana por safra. A produção anual será de 360 milhões de litros de etanol e 380 GWh de energia elétrica por safra.
Grubisich fez questão de ressaltar o apoio do governo do Estado para a instalação da terceira unidade no Estado. A usina de Costa Rica terá R$ 1 bilhão de investimentos e vai gerar, somente nesta primeira fase, pelo menos 1,8 mil empregos. As três unidades no Estado representam R$ 3 bilhões de investimentos.
“Mato Grosso do Sul tem vocação agrícola muito forte e competência na mão de obra. Aqui também encontramos uma administração estadual forte, preparada para decidir rápido e que honra seus compromissos”, ressaltou o presidente. Ele explicou ainda que a tomada rápida de decisões e agilidade nas licenças ambientais para a implantação dos canaviais auxiliaram a empresa a não ter atraso das obras e que isso é um dos fatores para a escolha de Mato Grosso do Sul na instalação de usinas.
De acordo com Grubisich, o grupo já tem 100 mil hectares de cana plantados no Estado e 100% da colheita é mecanizada. O plantio também está passando por processo total de mecanização. O objetivo é contratar a mão de obra local, assim como fornecedores para promover o desenvolvimento regional. O presidente da ETH Bioenergia mostrou ao governador as instalações da futura unidade produtora de etanol e energia elétrica.
De acordo com o governador André Puccinelli, quando assumiu o governo estadual a meta era de investir no setor de florestas, sucroalcoleiro e de turismo. “Há 50 anos o Estado era produtor de carne bovina, depois veio a carne de aves e de suínos e nos últimos 40 anos iniciou o ciclo de grãos, como o de soja. Tínhamos que investir também em outros setores”, afirmou.
Puccinelli lembrou que Mato Grosso do Sul contava com apenas dez usinas que não geravam energia suficiente, e que o setor foi modernizando chegando a colheita mecanizada de cana e não mais a queima. “Passamos de nono para quinto lugar no ranking nacional de produção de cana e estamos chegando à quarta posição com 21 usinas e outras três que iniciam a produção ainda este ano”, completou.
Camila Bertagnolli/Com informações do Notícias MS
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