O setor supermercadista é uma das áreas beneficiadas pela elevação do nível de renda do brasileiro. A ascensão das classes C, D e E fortaleceu o setor e estimulou o crescimento dos supermercados em todo o país no ano de 2010. É o que aponta o Índice Nacional de Volume - pesquisado pela Nielsen para a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
De acordo com o presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (AMAS), Acelino de Souza Cristaldo, a expectativa de crescimento real para o Estado de Mato Grosso do Sul em 2011, é de 4,5%. Cristaldo explica que, nos últimos cinco anos, vários supermercados e novas lojas se instalaram no Estado, e essa é uma tendência que segue o ritmo nacional.
Mesmo impulsionado pela classe C nos últimos anos, o segmento nota atualmente uma mudança de cenário pelas classes D e E, que passaram ter maior poder de compra.
A Rede Econômica de Supermercados, por exemplo, espalhou lojas pelo interior do Estado e principalmente, em vários bairros da Capital. Com o desenvolvimento da cidade, está cada vez mais comum a população permanecer em sua própria região, sem precisar se deslocar para outros lugares. São as chamadas lojas de vizinhança, uma tendência cada vez mais forte.
Marcelo Gutierre Gonçalves, proprietário do supermercado Serve Sempre, localizado no bairro São Jorge da Lagoa, confirma esta predominância das classes C, D e E com maior poder aquisitivo, e melhor ainda, comprando mais e adquirindo produtos de melhor qualidade.
Para o presidente da Rede Econômica, Marcos Costa, o fato de investir nas lojas de vizinhança é um dos principais motivos do crescimento. Costa ressalta que esse modelo estabelece um contato maior com os clientes, uma proximidade que cativa, e este é nosso diferencial.
Adriana Oliveira
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