As compras de fim de ano devem injetar R$ 1,7 bilhão na economia de Mato Grosso do Sul, desse total, R$ 700 milhões são provenientes do 13º salário. É o que aponta a pesquisa realizada pela Fecomércio MS, em parceria com a Fundação Manoel de Barros e Universidade Anhanguera - Uniderp.
Foram ouvidas 1.760 pessoas entre os dias 9 e 13 de novembro. De acordo com as pessoas entrevistadas, 77 % vão às compras neste fim de ano, o que deve injetar mais de R$ 460 milhões no comércio varejista do Estado. Segundo a pesquisa, cada pessoa tem a intenção de comprar, em média, três presentes.
Em Campo Grande, o valor médio gasto por unidade deve ficar por volta de R$ 119,00. Esse valor é o maior registrado nos últimos dois anos. Em 2010, os consumidores disseram que gastariam R$ 89,00 por presente; em 2009, R$ 115,00.
Para o presidente da Fecomércio MS, Edison Araújo, o aumento do valor do presente é um reflexo da economia atual. Araújo afirma que um dos motivos desse aumento é que o consumidor tem mais controle sob suas finanças. Além disso, este ano, mais postos de trabalho foram abertos e isso reflete na renda familiar, cada vez mais estável.
Em Mato Grosso do Sul, o valor médio gasto por presente deve ser de R$ 125,00. A pesquisa de intenção de compras foi realizada em onze municípios do Estado: Aquidauana, Anastácio, Campo Grande, Chapadão do Sul, Corumbá, Ladário, Dourados, Naviraí, Paranaíba, São Gabriel d´Oeste e Três Lagoas.
Presentes, locais e pagamento
Os presentes que devem ser mais adquiridos, citados na pesquisa, são: roupas (26%), brinquedos (12%), artigos de perfumaria (11%) e calçados (11%), acessórios (10%) e eletroeletrônicos ( 9%). Celulares (3%), pacotes de viagens (2%) e móveis (2%) também estão entre as opções de presentes.
Em Campo Grande, 38% dos entrevistados disseram que vão às compras nas lojas da região central. O Shopping Campo Grande será o local escolhido por 24% dos consumidores, o camelódromo (22,8 %) e o Shopping Norte Sul Plaza 8,1%.
De uma forma geral, nas onze cidades pesquisadas, a maioria dos consumidores deverá comprar à vista (76%) e a escolha de pagamento em dinheiro é a preferida para 61% dos entrevistados, seguida pelo cartão de crédito (20%), cartão de débito (9%) e o cheque deve ser usado por 3% dos entrevistados.
Adriana Oliveira
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