O gás de cozinha (GLP) deve receber aumento no valor oferecido ao consumidor. Segundo nota divulgada pela Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmig-BR), algumas empresas já receberam reajuste por parte das distribuidoras em função da elevação no preço dos combustíveis (4% na gasolina e 8% no diesel) anunciada na última sexta-feira, pela Petrobrás.
Lucas Linné, gerente de uma revendedora da Grande Dourados, confirmou a informação anunciada pela Asmig-BR e disse que o douradense pode começar a sentir a diferença no bolso já nos próximos dias. “Por causa da alta nas refinarias, de 4 a 8%, é certo que em pouco tempo isso chegue ao nosso mercado, na mesma proporção”, explicou.
Algumas companhias de São Paulo já anunciaram acréscimo de R$ 0,25 no valor final do botijão de 13 quilos do GLP. No Centro-Oeste o preço de um botijão varia de R$ 34 a R$ 60. “Na região sul do Mato Grosso do Sul, hoje estamos dentro dessa perspectiva, entretanto, Caarapó é o local com o preço mais baixo, R$ 45 em média, e Naviraí o mais caro, algo em torno dos R$ 53”, destacou. Pesquisa realizada pelo Procon em outubro, apontou que em Dourados há varição de até 29% (R$ 45 a R$ 53).
Bola de Neve
De acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), as despesas com combustíveis representam cerca de 35% do custo total das empresas de transporte de carga rodoviária, o que pode gerar uma bola de neve na economia. Dados da ANP em 2013, mostram que nos primeiros meses do ano o valor subiu 6,6% para a gasolina e 5,4% para o diesel, na refinarias, refletindo em 4% e 3%, respectivamente, no que é cobrado na bomba.
Por sua vez, a Asmig-BR pede que a comunidade vigie preços abusivos: “Oportunamente chamamos a atenção para uma análise nos preços praticados no Brasil. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), encontramos o tradicional botijão de 13 quilos variando de R$ 16,60 à R$ 62,00. Certamente esta análise mostra a necessidade de uma apuração mais detalhada pelos agentes de Defesa do Consumidor, para explicar como o preço de um botijão de gás de cozinha sofre tantas oscilações e aumentos, sendo que este tem o valor mantido desde 2003 na Petrobras".
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