A pesquisa divulgada ontem (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e avaliada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), estima que a safra de grãos no Estado possa superar o índice de 8% a mais do que na passada, devendo passar, de 6 milhões, para 6,5 milhões de toneladas produzidas em 2,2 milhões de hectares, 100 mil a mais que no ano passado.
Segundo a Famasul, até agora, com o fechamento da pesquisa em 30 de novembro, o crescimento estimado da safra de grãos já chegou a 5% da safra anterior, ou seja, a 6,3 milhões de toneladas produzidas no Mato Grosso do Sul, mesmo com algumas lavouras sendo afetadas por uma nova praga, a lagarta Helicoverpa Armigera.
De acordo com técnicos da Famasul, as expectativas da safra são positivas e, conforme dados da entidade, nos últimos quatro anos, as safras vêm garantindo produtividades sempre superiores nas áreas plantadas e, apesar da nova praga, os prejuízos ainda não foram contabilizados porque os produtores estão controlando a lagarta com inseticidas, o que resulta no aumento do custo de produção.
Ainda de acordo com a Famasul, o preço da soja está em um patamar satisfatório para o produtor rural, com o valor da saca de 60 quilos estimado em R$ 70,00 e que pode variar para mais de acordo com a oferta ou procura do produto ao final da colheita.
Em relação aos índices em todo o País, a pesquisa divulgada ontem pela Conab, do terceiro levantamento nacional de grãos da safra de 2013/2014, indica uma expectativa de crescimento da produção em 5% a mais, em relação à safra passada, com a colheita podendo chegar a 195,9 milhões de toneladas de grãos, dos quais a soja é destaque, com crescimento de 10,5% e produção estimada de 90 milhões de toneladas.
A pesquisa também indica um crescimento de 3,6% da área plantada em âmbito nacional, passando de 53,2 milhões de hectares, para 55,2 milhões de hectares cultivados de grãos em todo o País.
A Conab aponta no levantamento que a cultura de soja apresentou o maior crescimento em relação à área plantada, com aumento de 6,2%, passando de 27,7 milhões para 29,4 milhões de hectares.
O milho, com os resultados combinados de redução da safra de verão, aliada à metodologia da Conab, apresentou decréscimo de área de 2,5%, passando de 15,8 milhões para 15,4 milhões de hectares. Outras culturas também apresentaram aumentos em relação à área, como o arroz, feijão e algodão.
Os estudos para o terceiro levantamento de safra foram realizados no período de 24 a 30 de novembro. Mais de 60 técnicos da Conab estiveram em campo para atualizar as informações de área, produção e comportamento climático nos estados da região Centro-Sul, nos estados de Rondônia e Tocantins e ainda nas regiões oeste da Bahia, e sul do Piauí e Maranhão.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou ontem a 11ª estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas referente ao mês de novembro, que totalizou 186,8 milhões de toneladas, 15,4% superior à registrada em 2012, que foi de 161,9 milhões de toneladas.
Segundo o IBGE, a estimativa da área a ser colhida em 2013, de 52,7 milhões de hectares, cresceu 7,9% frente a 2012, em que foram colhidos 48,8 milhões de hectares. Juntos, o arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, representaram 92,8% da estimativa da produção e 86,2% da área a ser colhida.
Em relação às áreas colhidas em 2012 houve acréscimos de 7,6% para o milho, 11,2% para a soja e recuo de 0,8% no arroz. No que se refere à produção, ainda em relação a 2012, os acréscimos foram de 2,4% para o arroz, de 12,8% para o milho e de 23,8% para a soja.
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