Pelo segundo mês consecutivo o tomate foi o “vilão” da cesta básica alimentar individual da Capital. Com a variação de 45,98% no mês de abril, o fruto fechou maio com alta de 12,49%. O aumento também apareceu na cesta básica, com variação de 1,63% em relação a abril.
De acordo com o boletim mensal emitido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade), a alta deve-se a incidência de viroses nas principais regiões produtoras, as quais não permitem que o fruto desenvolva-se normalmente ocasionando baixa na oferta do produto.
Além do tomate, dos 15 produtos pesquisados, outros cinco apresentaram alta: batata 8,62%; carne 5,23%; margarina 3,35%; sal 2,27% e óleo 0,33%. As quedas foram registradas na laranja 4,93%; no feijão 3,17%; na alface 2,23%; no arroz 1,14% e no açúcar 0,36%. E os que mantiveram seus preços foram: pão francês, macarrão, banana e leite.
Comparando-se o custo da cesta básica alimentar com a renda mensal, infere-se que o trabalhador que recebeu um salário mínimo de R$ 788,00 comprometeu 44,98% do seu salário na aquisição da cesta alimentar e no mês anterior comprometeu a sua renda em 44,25%. Ou seja, em termos de horas trabalhadas, para adquirir a cesta o trabalhador precisou despender 98 horas e 57 minutos para uma jornada de 220 horas. Em abril o tempo necessário foi de 97 horas e 21 minutos.
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