Após quase um mês de vigência da lei estadual que reduziu a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o óleo diesel, caindo de 17% para 12%, os empresários de Campo Grande ainda não sentiram efetivamente a queda do preço deste combustível.
Para o presidente da Amas (Associação Sul Mato-Grossense de Supermercados), Marcelo Gonçalves, embora alguns postos de combustíveis tenham feito promoções, o setor de supermercados não sentiu ainda o impacto da redução do preço do diesel, principalmente em termos de frete. “Ainda não tivemos um impacto visível para nós.
Acho que isso acontece porque a redução do ICMS é recente”. Contudo, Gonçalves acredita que nos próximos meses seja possível perceber uma redução mais efetiva no preço do diesel. “A gente acredita que mais adiante, o mercado, agindo dentro da lei da livre concorrência, vai realizar mais promoções, barateando os fretes”.
De acordo com o diretor da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), Omar Aukar,vai leva algum tempo para que os efeitos dessa lei estadual passem a ser sentidos plenamente na economia. Para Aukar, como a maioria dos postos de combustíveis ainda estão com o estoque da época em que a alíquota estava alta, eles não podem baixar o preço do diesel de forma consistente. “Depois de 90 dias, nós vamos começar a sentir o impacto dessa redução”, comenta.
No entanto, segundo Aukar, a inflação alta e disparada do dólar nos últimos dias podem atrapalhar a redução do preço do diesel. “Mesmo tendo um custo menor com o diesel, o comerciante pode aumentar o preço dos seus produtos por causa dos outros insumos que são atrelados ao dólar, já que a cotação desta moeda está disparando todo dia”, explica.
O presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, defende que haja um aumento no consumo do óleo diesel para manter a alíquota do ICMS em 12%. Ele acredita que é preciso buscar essa elevação do volume para que a perda da receita não seja grande e seja possível manter a alíquota, o que torna o preço do combustível mais competitivo em relação a outros Estados.
Logen disse também que pontualmente alguns postos já reduziram o valor na bomba, enquanto outros, por terem adquirido o combustível no mês anterior, ainda não o fizeram. “É preciso, primeiro, acompanhar em todos os sentidos e buscar companhias de petróleo para que elas também compreendam que precisam colaborar para que Mato Grosso do Sul ganhe o volume necessário para que a perda de receita não seja um empecilho para manter a alíquota de 12%”, informa o dirigente das indústrias do Estado, em nota.
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