O Ministério da Educação publicou, nesta semana, autorização para que 23 instituições federais ampliem as vagas ou criem novos cursos de Medicina em seus câmpus. A portaria está no Diário Oficial da União e faz parte dos trâmites do projeto de expansão da carreira no País.
Na ocasião, o ministro Aloizio Mercadante anunciou detalhes do projeto que pretende criar 2.415 novas vagas em graduações de Medicina até o final do ano que vem. Segundo Mercadante, o objetivo é melhorar a distribuição dos médicos pelo País, estimulando a interiorização deles. Por isso, a maior parte das vagas novas se concentra no Norte e no Nordeste.
A portaria assinada pelo secretário de Educação Superior, Amaro Lins, autoriza a criação de 1.615 novas vagas em universidades federais. O documento ressalta que as novas vagas serão abertas de acordo com "a capacidade de cada instituição, a fim de manter a qualidade no ensino". Desse total, 355 vagas serão em cursos já existentes.
O MEC também autorizou a criação de 800 vagas em cursos da rede privada, segundo que 280 delas ficarão no Norte e Nordeste. Mercadante garantiu que a ampliação só ocorrerá em instituições que demonstrarem capacidade de ampliação do curso e tiverem pareceres favoráveis do Conselho Nacional de Saúde e do Conselho Nacional de Educação.
Logo após o anúncio do projeto, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nota criticando o plano. Para a entidade, não faltam médicos no Brasil e as medidas poderão colocar em risco a qualidade da formação médica. O conselho defende que o problema não está na quantidade de médicos, mas na distribuição dos profissionais pelo território.
O conselho considera preocupante o número de escolas médicas com resultados ruins na avaliação do MEC e que o problema decorre da "abertura indiscriminada de novas vagas e novos cursos".
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