Estudantes e professores da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), campus de Nova Andradina, protestaram nessa segunda-feira (3), no plenário Sidney Sanches, contra o corte de 20% nas despesas das autarquias públicas estaduais, incluindo a UEMS. A redução foi publicada em Diário Oficial e gerou uma série de protestos em todas as 15 unidades da instituição distribuídas pelo Estado, entre elas Nova Andradina.
O Governo do Estado, por sua vez, justifica a diminuição dos repasses alegando queda na arrecadação estadual. Durante a última sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Nova Andradina, professores e estudantes protestaram contra o corte de 20%. Com faixas e cartazes, eles também reivindicaram autonomia financeira para UEMS. A redução nas despesas foi considerada pelos manifestantes como meio de sucateamento da instituição de ensino.
Em discurso da Tribuna Livre, os professores José Felice e Antônio Sales pediram apoio dos vereadores de Nova Andradina. "O que nos traz aqui é um desencontro de falas entre o Governo e o Sindicato dos Servidores da UEMS. Um diz que a verdade reside no fato de que os repasses à Universidade tem aumentado. O outro diz que a verdade está exatamente no oposto disso. A população deve estar se perguntando: de que lado está a verdade?", questionou Sales.
O educador ponderou as justificativas de cada segmento e apresentou dados sobre o crescimento da UEMS, considerado por ele como "acanhado". "O aumento do número de vagas corresponde a um terço do aumento do número de procura. O número de cursos oferecidos cresceu 200%. Os repasses precisavam ter crescido proporcionalmente", exemplificou. Segundo o docente, "para ficar como está os repasses são suficientes". "Para crescer, para abrir novos cursos, para atender mais alunos, para mais inclusão, é preciso mais verbas", considerou. "A UEMS de Nova Andradina tem dois cursos.
Para um deles, não há um professor concursado na área específica. Isso diz alguma coisa?", acrescentou. Também docente da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, José Felice reforçou que a redução do repasse afetará diretamente o campus de Nova Andradina, que segundo ele, já se encontra "em péssimo estado". "É um prédio construído em 1994 e que não teve adequação necessária nos últimos tempos", disparou.
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