Professores do Campus do Pantanal, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, se reuniram na tarde desta quarta-feira (12), com o Comando Local de Greve, onde debateram por cerca de duas horas, as principais pautas que norteiam o fim da paralisação, iniciada no dia 20 de junho: indicativo do fim da greve a partir de 20 de setembro; encaminhamentos; ações de mobilização e calendário de atividades.
A reunião local foi necessária após encontro na terça-feira (11), em Campo Grande, com o Comando de Greve Estadual, com a participação de representantes de todos os campi da UFMS. "Os representantes dos campi entraram em um consenso de encerrarmos a greve no dia 20 de setembro. Após essa decisão do Comando Estadual, cada campus está votando se aceita esse retorno ou não. Em Corumbá, decidimos pelo retorno no dia 20, não porque aceitamos e concordamos com a proposta do Governo, mas sim, pela intransigência apresentada pelo Governo em não querer mais negociar. Entendemos que não haverá novas negociações e em respeito aos alunos, retornaremos às aulas", explicou ao Diário a professora Ana Maria Santana da Silva, do Comando Local de Greve.
As decisões tomadas na reunião desta quarta-feira, em Corumbá, serão apresentadas às 08h30 desta sexta-feira (14), na Assembleia Geral Extraordinária, convocada pelo presidente da Adufms (Associação dos Docentes da UFMS, Paulo Roberto Haidamus de Oliveira Bastos, em Campo Grande e nos campi do interior para deliberar sobre o fim da greve na UFMS.
Proposta
O Governo Federal apresentou como negociação uma proposta que varia de 25% a 43% de reajuste no período de três anos, além de algumas alterações que irão reestruturar a carreira. Está previsto que a reposição das aulas será da seguinte maneira: o primeiro semestre de 2012 deverá ser finalizado até o dia 06 de outubro; já o segundo semestre letivo só será concluído no ano que vem. A expectativa da Adufms é de que o ano letivo de prolongue até março de 2013, com pausas apenas para as festas de fim de ano.
Os calouros iniciarão o ano letivo de 2013, somente depois de fevereiro. A proposta diminui os níveis de cargos entre auxiliares e assistentes, também do teto padrão para os titulares. Ela havia sido feita em agosto, mas demorou a ser aprovada devido a uma das duas entidades sindicais, a Andes, não concordar com a proposta.
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