A paralisação feita por professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Dourados, no dia 5 de março, parece não ter surtido ainda o efeito desejado. Desde o manifesto, os educadores não conseguiram estabelecer um diálogo com o poder executivo, disse João Vanderley, presidente do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted).
A categoria reivindica 1/3 (um terço) da hora-atividade para o planejamento de aulas, piso salarial com base em 20 horas semanais e a inserção dos administrativos no Plano de Cargos e Carreiras, além da criação e manutenção de projetos educacionais no município. De acordo com Vanderley, uma nova paralisação não está descartada.
“Essa é uma luta antiga da classe. Recentemente a cidade passou por problemas administrativos e esperamos até que a ordem fosse restabelecida. Desde então temos tentado um acordo com a prefeitura, porém, sem muito sucesso. Agora buscamos agendar uma nova reunião com o prefeito, para que haja um acordo comum”, explicou.
O presidente do Simted ainda afirma que os professores não estão pensando em greve no momento, mas que se for o último recurso, poderá acontecer. “A gente sabe que uma greve prejudica muito o andamento do trabalho e que não é garantia de que as coisas se resolvam. Por este motivo, queremos que a situação se defina na base da conversa, sem que a comunidade seja prejudicada, mas caso nos próximos meses não haja uma solução adequada, vamos começar a pensar no assunto”, concluiu.
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