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Educação

Em protesto, alunos da UEMS têm aula em calçadão da Capital

2 abril 2013 - 05h28 Por Mariana Anjos / Com Informações Dourados Agora

Estudantes dos sete cursos de graduação da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), campus de Campo Grande, continuam em protesto pela terceira semana consecutiva. De forma inusitada eles iniciaram nessa segunda-feira (1º) um aulão na calçada dos cruzamentos das ruas Barão do Rio Branco com a 13 de maio, centro da cidade. O manifesto segue até sexta-feira.

Para chamar a atenção do público, os estudantes levaram cadernos, livros, caneta e até cadeiras para simular o aulão de rua. “Alguma coisa tem que ser feito por nós. Estamos cansados de promessa e pouca ação. A população tem que saber da atual realidade do campus da UEMS na capital”, disse a estudante Fabíola Brandão, do curso de Letras. Na semana passada os estudantes saíram em protesto nas ruas da Capital.

A UEMS tem sede em Dourados e possui campus em outras 14 cidades de Mato Grosso do Sul. Somente Campo Grande não tem prédio próprio. Os cursos na Capital funcionam em salas de aulas improvisadas de duas escolas da cidade, a escola estadual Hércules Maymone e a escola estadual Irmã Bartira. “Não há infraestrutura adequada para dizer que nesses locais funcionam cursos universitários”, questiona a estudante.
 
O manifesto desta semana tem início às 10h e segue até as 16h. Os alunos dos cursos de Artes Cênicas e Dança, Geografia, Letras Bacharelado, Letras Português-Espanhol, Letras Português-Inglês, Pedagogia e Turismo revezam durante o aulão. O manifesto é representado por uma comissão de estudantes que criticam a falta de espaço físico e que nenhum curso está sendo contemplado com laboratórios exigidos nos projetos pedagógicos, o que ocasiona uma defasagem no processo de ensino/aprendizado, pesquisa e extensão.
 
De acordo com Fabíola, outra preocupação, além do prédio próprio, é a avaliação dos cursos da unidade que será feita ainda esse ano. “Os três cursos que formam as primeiras turmas (Letras, Geografia e Artes Cênicas) devem passar pela avaliação. Nós sabemos que se os cursos forem reprovados, serão fechados. Não queremos correr o risco de concluir um curso que não será reconhecido, por isso queremos uma solução com urgência nesse impasse”, explicou a acadêmica.
 
O acadêmico Ederlon Correia, do curso de Geografia, disse que os estudantes não sabem o que é um laboratório. “Diante da precariedade, da falta de investimento, não tivemos até agora aula em laboratório, atividade essencial para a nossa formação. O pior de tudo é que as salas de aulas improvisadas nas escolas do Estado não oferecem condições para um ensino universitário de qualidade”, disse ele.
 
PROJETO
 
A unidade de Campo Grande já tem o local e o recurso de R$ 45 milhões para iniciar a construção e segundo a assessoria da universidade as obras devem começam em junho desse ano. O pré-projeto já foi analisado em reunião e o governo do Estado lançou a licitação para a contratação da empresa que fará o projeto executivo de arquitetura. A abertura das propostas será neste mês, na sede do órgão, no Parque dos Poderes.

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