Professores da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) decidem hoje (21) se aderem ao movimento nacional de indicativo de greve. Mais de 450 educadores fazem mobilização e vigília durante todo o dia para acompanhar as negociações entre o Sindicato Nacional da categoria e Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, que acontecem em Brasília.
Apesar do movimento de hoje, as aulas na universidade não serão prejudicadas e acontecerão normalmente. As paralisações estão previamente agendadas para junho, caso a categoria não obtenha sucesso nas reivindicações.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Professores da UFGD, Janes Dari Goettert, os professores universitários federais não tiveram as reivindicações atendidas nem durante e nem depois da grande greve de 2012.
“Em todo este tempo, o governo federal, munido de um acordo assinado com um sindicato nada representativo, tem criado dificuldades e obstáculos ao diálogo e negociações sobre valorização salarial, reestruturação da carreira, melhoria das condições de trabalho e autonomia universitária. Indiferente a nossas solicitações, o governo ameaçou a categoria com cortes orçamentários que reduziriam investimento com Pessoal, Seguridade e outras Políticas Sociais”, destaca.
Segundo ele, a greve de 2012 causa atrasos até hoje. A previsão de regularizar o calendário escolar é para o final desde ano, dois anos depois da greve. Outro ponto discutido é o baixo reajuste salarial imposto pelo governo federal em 2012. Segundo o professor, o “aumento” dividido em três parcelas de 5%, em 2013, 2014 e 2015, não foi suficiente nem para a reposição das perdas inflacionárias do triênio anterior e muito menos para uma recomposição salarial pleiteada pela categoria.
O plano de carreira que teria sido imposto pelo governo federal em 2012 também é motivo de reclamação. Segundo a categoria, o piso desestruturou ainda mais a contratação e a permanência segura de docentes nas Universidades federais.
“Estamos sem piso salarial, sem lógica de evolução, sem relação entre regimes de trabalho e titulações. Precisamos de melhores condições de trabalho: abertura de salas, de laboratórios e de bibliotecas. O desenvolvimento de Faculdades e de Universidades inteiras está ameaçado pela falta de professores e de técnicos”, reivindica o professor.
De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das instituições Federais, o dia de hoje será marcado pelo pela paralisação da categoria no Brasil. Em todo o país, as Seções Sindicais do ANDES-SN estão organizando paralisações, mobilizações, atos e panfletagem para que a data fique marcada como um importante momento da luta pela reestruturação da carreira docente.
A categoria tem 142 mil trabalhadores na ativa em 63 universidades federais do Brasil. A maior concentração, em número de universidades federais, está em Minas Gerais, com 14 unidades. Já a maior concentração de trabalhadores está no Rio de Janeiro, com 23 mil pessoas.
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