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Compromisso de representar MS na Academia Brasileira Letras

11 maio 2011 - 15h18


A embaixadora Universal da Paz, Delasnieve Daspet, fez uso da palavra durante a sessão ordinária desta terça-feira (10), para falar da grandiosidade e responsabilidade por ser a primeira sul-mato-grossense a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Natural de Porto Murtinho, Delasnieve reside na Capital de Mato Grosso do Sul desde 1964.

Na oportunidade, a poetisa ressaltou que “o Brasil das diversidades, tanto na cultura, quanto nos diversos sotaques e costumes, não se encontra representado na Academia Brasileira de Letras. O Centro Oeste não tem seu representante, assim como, não tem o Norte. Ou seja, nunca tem oportunidade de mostrar a elite cultural do país – nossa cultura, nossa linguagem, nossos costumes”, disse. Autora de vários livros solos e coletâneas, editadas na Europa, que também foram traduzidas para o alemão, espanhol, búlgaro e francês, Delasnieve Daspet, tem premiações nacionais e internacionais.

“Penso que a ABL [Academia Brasileira de Letras] deveria aplicar a sua credibilidade institucional em favor da cultura. Temos de envolver os acadêmicos para que eles empreendam projetos em favor da cultura da Língua Portuguesa, para que relancem edições esgotadas e promovam campanhas de alfabetização e incentivo a leitura, para objetivar avanços das ciências da linguagem e dos padrões de ensino, focado no pluralismo cultural, que obviamente influenciam na língua. Trabalhar a lingüista com visão-sociolinguistica, com bases científicas. Não ignorar a pluralidade de nossa sociedade, reconhecendo as diversas línguas portuguesas que há no país”, disse Delasnieve Daspet.

Ao concluir seu pronunciamento, Delasnieve Daspet, disse que gostaria que a literatura nacional englobasse os jovens para que houvesse descoberta de novos talentos, de novos escritores, da criação de um prêmio que estimule os jovens a aprender e fomentar a literatura. “Até hoje, somente Saramago, escritor da língua portuguesa, recentemente falecido foi detentor de tal premio. Os nossos escritores não são traduzidos e por isso são conhecidos no mundo literário formador de opinião”, destacou.


 


Karla Lyara/Fonte:CMCG

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