Fábio Di Cola, aos 31 anos, tem 15 deles ligado ao kart. Ele acredita que o momento atual seja o melhor já vivido em todos os tempos, mas isso não é sinônimo de satisfação e investimento.
Conforme ele, ainda falta atenção por parte da mídia e das autoridades de Mato Grosso do Sul em relação ao automobilismo. “Apenas quando acontecem etapas nacionais são atrações à mídia e consequentemente o público se volta a ele (automobilismo)”, completa.
O piloto que é administrador e pecuarista corre por hobby. Segundo ele, viver apenas do automobilismo é impossível aqui no Estado. “Não temos apoio ao automobilismo. Se mídia nos apoiasse, atrairia o público, e que consequentemente atrairia os patrocinadores (empresas). Nossa cultura é mais do MotoCross”.
Di Cola conta que até vaquinha com outros pilotos já fez para alguns retoques na pista do Kartódromo de Campo Grande, que fica localizado no bairro Cidade Morena. “O dinheiro foi suficiente para dar uns retoques para tirar alguns pulos que a pista dava”.
Mesmo assim, de acordo com ele, a pista está longe de ser ideal para competições. Para ficar 100% nas corridas seria preciso uma readequação. O ideal seria ter 1 km de cumprimento e 8 metros de largura, o Kartódromo da Capital tem 930 metros por 6 a 7 metros de largura. O piloto explica que devido a essas medidas e algumas inadequações que Campo Grande fica impossibilitada de receber etapas de campeonatos a nível nacional e internacional.
Para que o Kartodromo alcançasse os parâmetros para receber competições seria ideal o investimento de cerca de R$ 150 mil em reformas.
Valores para compra de um kart
A modalidade já foi mais cara para se investir em Mato Grosso do Sul, mas em 2011 aumentou muito o número de pilotos membros da Federação de Automobilismo de Mato Grosso do Sul (FAMS).
Com cerca de R$ 2,5 mil pode-se adquirir um modelo usado, mas com certa rodagem. Di Cola considera necessário o investimento de R$ 4,5mil para a compra de uma “máquina ideal” para a prática por hobby.
Para correr profissionalmente um novo custa média de R$ 15 mil, usado R$ 9mil.
Do sonho ao hobby
O piloto lembrou-se de quando era jovem e sonhava em correr profissionalmente e ser um dos melhores do País.
“Quando chega ao ponto de concorrer contra pessoas mais preparadas que você, com atenção dos patrocinadores, só vive daquilo. Muitas vezes o pai é dono de empresa multinacional, você vê que se trata de outro nível. Claro que o que vale é o piloto, mas chega uma hora que o equipamento faz diferença”, conta Fábio.
Esperança
O apelo de pessoas ligadas ao automobilismo, principalmente ao kart foi ressaltado a nossa equipe de reportagem, que visualizou a região e viu a situação que se encontra o Kartódromo. No local, não há acesso de asfalto, nem isolamento e ainda falta condições para receber grandes competições.
Helton Verão/CampoGrande.NET
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Di Cola já fez até vaquinha para manutenção da pista (Foto: Helton Verão)