Pouco antes do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e o Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 visitarem a Arena Pantanal, em Cuiabá, aproximadamente cem manifestantes invadiram o estádio e protestaram contra a organização do Mundial.
O movimento já era esperado pelo policiamento local, mas surpreendeu pela invasão das obras. Um manifestante, inclusive, pichou parte das arquibancadas do estádio com a pergunta: “Copa para quem?”. O grupo também reclamou da falta de investimentos do governo na saúde e na educação, por exemplo.
Acompanhado por Bebeto e Ronaldo, membros do Conselho de Administração do COL, e Aldo Rebelo, ministro do Esporte, Jérôme Valcke concedeu coletiva de imprensa e tentou minimizar o fato, que já havia se repetido várias vezes durante a Copa das Confederações, em junho.
“Isso faz parte da democracia. As pessoas têm liberdade pra isso. Mas não deve ser feito contra os trabalhadores daqui. Cuiabá é uma cidade que terá a chance de mudar muita coisa. Pode levar anos, mas já entregamos um copo cheio d’água para matar a sede de todos”, explicou o suíço.
Valcke ainda distribuiu ingressos simbólicos da Copa do Mundo aos operários, que terão direito de assistir a um dos quatro jogos que a Arena Pantanal sediará. O estádio já tem 85% de conclusão, mas é problemático nos assentos – o valor gera polêmica no governo, que acabou cancelando a licitação.
Na segunda-feira, Valcke visitou o Beira-Rio, muito elogiado por ele, principalmente por conta da evolução das obras e o acesso ao local. A jornada do suíço no Brasil terminará nesta quinta, quando uma reunião com o COL está agendada, no Rio de Janeiro.
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