Remar sobre uma prancha no caudaloso rio Paraguai, entre camalotes, voos rasantes de tuiuiús, garças e biguás, revoadas de pássaros e a possibilidade de avistar jacarés, capivaras e até uma onça-pintada. Este será o cenário da maratona do “Stand up paddle”, uma das principais provas do Pantanal Extremo – Jogos de Aventura, que ocorrerá em Corumbá de 21 a 24 de novembro.
O novo esporte praticado no Brasil pelos atletas das águas tem tudo a ver com o evento de aventura. Além do contato com a beleza cênica do Pantanal e sua rica adversidade, os competidores terão um estímulo a mais: vão participar da primeira maratona da modalidade no País.
A prova oficializada pela Confederação Brasileira de Stand Up Paddle (CBSUP), no dia 24 pela manhã, terá um percurso de 30 km, com largada na Baía do Tuiuiú, e chegada no porto geral da cidade. Os maiores percursos já vencidos pelos remadores, nos circuitos brasileiros, não passaram de 16 km (o Bahia Sup Race, disputado na Bahia). Remar em um rio também será um novo desafio.
“Será uma prova extremamente de resistência, algo inédito, onde os atletas terão um ambiente realmente inusitado, em contato permanente com a natureza durante todo o percurso”, explica o coordenador geral do Pantanal Extremo, Rodrigo Terra. “Sairá daqui o primeiro campeão de maratona do ‘stand up’ do Brasil, isso também aumenta a adrenalina e atrai os maiores atletas da atualidade.”
O rio Paraguai foi considerado o ambiente ideal para a prova, na opinião do presidente da CBSUP, Ivan Tadeu. O Pantanal Extremo abriu 100 inscrições para a maratona, que entrará no calendário oficial da entidade, e já confirmaram presença os líderes do ranking nacional, o paulista Paulo dos Reis e a baiana Bárbara Brazil Nunes (bicampeã brasileira). Serão distribuídos R$ 20 mil em prêmios.
Formador do Pantanal, o rio Paraguai nasce na Serra dos Parecis, em Mato Grosso, e corta o Pantanal de Norte ao Sul, desaguando no Paraná, percorrendo mais de 1.200 km na área mais alagável do mundo. O rio é explorado desde a chegada dos portugueses ao Brasil e passa por ciclos de cheia e seca, que são essenciais para a renovação da vida no Pantanal. A maratona será disputada em período de seca.
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