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Interdição de Parque para shows continua, mas não há prejuízo nas atividades locais

20 setembro 2011 - 10h39 Por Markito

Na noite desta segunda-feira (19) a Prefeitura Municipal de Campo Grande atendeu à solicitação do Ministério Público Estadual e interditou administrativamente o Parque de Exposições Laucídio Coelho.

De acordo com a nota publicada no site oficial da prefeitura, a interdição foi feita por intermédio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), após o descumprimento do acordo homologado judicialmente no dia 29 de março deste ano.

O acordo firmado entre a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) e a Prefeitura de Campo Grande previa que, a partir do dia 24 de abril deste ano não seriam realizados no local eventos como shows, festas e rodeios, até que fossem obtidas todas as licenças ambientais exigidas legalmente. A divulgação na mídia do evento “Clube do Laço e Potro do Futuro” (rodeio) desencadeou a interdição.

“Fomos pegos de surpresa”, disse ao MSREPÓRTER o presidente Acrissul, Francisco Maia. Para ele, excessos estão sendo cometidos na aplicação das medidas. “Fizemos um Termo de Ajustamento de Conduta e demos entrada no processo para conseguir a licença ambiental, mas a entidade não tem condições de cumprir com todas as exigências”.

Para evitar rumores de que a interdição administrativa do Parque de Exposições prejudica as atividades desenvolvidas no local (agência da Iagro, posto bancário, estabelecimentos agropecuários etc.) o secretário Marcos Cristaldo, da Semadur, entregou um termo aditivo à notificação deixando claro que o embargo se restringe à realização de shows e afins, estando livre o acesso em todo o parque.

Argumentação

O presidente da Acrissul diz que é preciso discutir com a prefeitura e o Ministério Público uma solução para todas as partes. “A Acrissul está disposta a abrir suas contas, para mostrar o que tem e o que não tem recursos para executar, a prefeitura pode analisar o que pode fazer para colaborar e o Ministério Público estudar no que pode ceder”.

Maia acredita que a questão deve ser melhor debatida. “É preciso discutir a questão com bom senso para chegarmos ao entendimento”.  

Camila Bertagnolli

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