O Comando Militar do Oeste (CMO) divulgou na noite dessa quarta-feira (21) os primeiros resultados oficiais sobre a Operação Ágata 2, no Mato Grosso do Sul. No Estado, a operação iniciou sua fase ostensiva no dia 16 de setembro, com o monitoramento em barreiras fixas e móveis.
O principal resultado da operação é a paralisação do crime transnacional na fronteira do MS com o Paraguai. Em paralelo, deve ser destacada a integração entre as ações das Forças Armadas e os órgãos com responsabilidade na faixa de fronteira.
Desta integração, a Operação Ágata 2 obteve, no combate aos ilícitos transfronteiriços, os seguintes resultados nas ações realizadas até agora:
- vistorias em mais de 6.600 veículos;
- 36 apreensões por descaminho (roupas, bebidas, eletrodomésticos);
- 2 apreensões por contrabando;
- apreensão de mais de 200 m3 de madeira semi-beneficiada;
- aplicação de mais de R$ 500 mil em multas pelo IBAMA;
- 2 apreensões de drogas, sendo: 2 kg de maconha, na região de Paranhos; e 400 gramas de cocaína, na região de Maracaju.
- prisão de dois foragidos da justiça.
Foram montados 42 postos de bloqueio e controle de estradas, 3 postos de bloqueio e controle fluvial além de realizadas 13 missões de vistorias aéreas com o emprego da Aviação do Exército e 4 (quatro) missões com o emprego da Força Aérea Brasileira.
Está previsto o emprego do Exército Brasileiro, em conjunto com a IAGRO (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), em 33 pontos nos municípios que fazem fronteira com o Paraguai, onde foi detectado foco de febre aftosa.As ações conjuntas com o IBAMA estão sendo desenvolvidas em nove cidades: Amambai, Paranhos, Coronel Sapucaia, Bela Vista, Caracol, Mundo Novo, Iguatemi, Porto Murtinho e Sete Quedas.
Além de combater os delitos transfronteiricos, as Forças Armadas realizam Ações Cívico-Sociais (ACISO) junto às comunidades locais, onde estão sendo realizadas as atividades da Ágata 2. Estas ações procuram estreitar o relacionamento entre as Forças Armadas e a população local e levar atendimento médico e odontológico aos moradores.
A ação reúne 1,6 mil militares do Exército, 300 da Marinha e 450 da Força Aérea Brasileira. Ainda integram a operação: o IBAMA, a Receita Federal, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Justiça e Segurança Pública e a Agência Brasileira de Inteligência.
Ceyd Moreles
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