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Celso Amorim faz balanço da operação Ágata II em Dourados

22 setembro 2011 - 10h58 Por Markito

O Ministro de Estado da Defesa, Celso Amorim esteve nesta quinta-feira (22) na cidade de Dourados, acompanhado do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli. Logo que desembarcou na cidade, respondeu a perguntas de jornalistas e fez um balanço geral sobre a Operação Ágata II, que está sendo realizada em toda a fronteira do Estado. “Em Mato Grosso do sul, estão trabalhando nessa operação 1.600 militares, 300 da Marinha, 450 da Força Aérea, além de funcionários do Ibama, Receita Federal, Agência Brasil de Inteligência” disse o ministro.

Questionado por um dos jornalistas, sobre o custo da operação o ministro Amorim se esquivou e disse apenas que, “o custo é para a bandidagem”. Já governador André Puccinelli, assim como o prefeito Murilo Zauith,  afirmaram ser de grande valia a operação, principalmente com a confirmação de caso de Febre Aftosa no país vizinho. “A operação veio em um momento importante, após a confirmação de febre aftosa no Paraguai, assim como também o Exército Brasileiro, atendeu de forma imediata ao pedido do nosso governo, para essa operação que busca combater o descaminho, o trafico e o contrabando” afirmou o governador André.

Está previsto o emprego do Exército Brasileiro, em conjunto com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), em 33 pontos nos municípios que fazem fronteira com o Paraguai, onde foi detectado foco de febre aftosa. As ações conjuntas  estão sendo desenvolvidas em nove cidades: Amambai, Paranhos, Coronel Sapucaia, Bela Vista, Caracol, Mundo Novo, Iguatemi, Porto Murtinho e Sete Quedas.

Balanço positivo

O Comando Militar do Oeste (CMO) divulgou na noite dessa quarta-feira (21) os primeiros resultados oficiais sobre a Operação Ágata 2, no Mato Grosso do Sul. No Estado, a operação iniciou sua fase ostensiva no dia 16 de setembro, com o monitoramento em barreiras fixas e móveis.

O principal resultado da operação é a paralisação do crime transnacional na fronteira do MS com o Paraguai. Em paralelo, deve ser destacada a integração entre as ações das Forças Armadas e os órgãos com responsabilidade na faixa de fronteira.

Ao todo foram vistoriados mais de 6.600 veículos. Houve 36 apreensões por descaminho (roupas, bebidas, eletrodomésticos), duas apreensões por contrabando. E ainda apreensão de mais de 200 m3 de madeira semi-beneficiada e aplicação de mais de R$ 500 mil em multas pelo Ibama.

Em relação ao tráfico de droga, foram realizadas duas apreensões, sendo: dois quilos de maconha, na região de Paranhos; e 400 gramas de cocaína, na região de Maracaju. Dois foragidos da justiça foram recapturados.

Além disso, foram montados 42 postos de bloqueio e controle de estradas, três postos de bloqueio e controle fluvial além de realizadas 13 missões de vistorias aéreas com o emprego da Aviação do Exército e quatro missões com o emprego da Força Aérea Brasileira.

Além de combater os delitos transfronteiricos, as Forças Armadas realizam Ações Cívico-Sociais (ACISO) junto às comunidades locais, onde estão sendo realizadas as atividades da Ágata 2. Estas ações procuram estreitar o relacionamento entre as Forças Armadas e a população local e levar atendimento médico e odontológico aos moradores. 

A ação reúne 1,6 mil militares do Exército, 300 da Marinha e 450 da Força Aérea Brasileira. Ainda integram a operação: o IBAMA, a Receita Federal, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Justiça e Segurança Pública e a Agência Brasileira de Inteligência.

Ceyd Moreles

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