Para tentar abalar a greve dos carteiros e atendentes, a direção nacional dos Correios está pagando aos funcionários que continuaram trabalhando quatro horas extras diárias, mais uma folha de ticket alimentação desde o início da paralisação (14 de setembro).
A medida veio junto ao mutirão realizado neste final de semana, que visou regularizar entregas atrasadas.
Segundo números da assessoria da empresa em Mato Grosso do Sul, o mutirão contou com o trabalho de 253 empregados que, durante o final de semana, entregaram 103 mil objetos e preparam 275 mil para serem distribuídos pelos 69% dos carteiros que não aderiram a paralisação. Do efetivo dos Correios em MS, 87% continua trabalhando.
Trabalhadores não se abalaram, diz sindicato
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Empresa Correios e Telégrafos (Sintect), Alexandre Takachi, avisou que a medida não abalou os grevistas, que estão decididos a conquistar o seu objetivo.
“Eles divulgam número falsos sobre trabalhadores que desistiram da greve. Aqui em Mato Grosso do Sul estamos bem unidos, mostramos interesse em negociar, eles não querem nem conversa”, argumentou o presidente do Sintect.
Segundo Takachi, a empresa não tentou negociar e mesmo após a paralisação segue sem querer conversas.
Correios
A assessoria da empresa no Estado, explicou que antes da paralisação (no dia 12 de setembro) ofereceu reajuste de 6,87% mais R$ 800 reais de abono imediatamente e outro reajuste de R$ 50 reais para cada funcionário em janeiro de 2012. Proposta que foi rejeitada pelos funcionários.
No dia 13 a empresa preparava outra proposta, quando se iniciou a paralisação no dia 14, assim conforme regra da empresa, a negociação foi suspensa após a greve dos trabalhadores.
Números nacionais do mutirão
Segundo números divulgados nesta tarde pela assessoria nacional da empresa, foram entregues 9,4 milhões de cartas e encomendas em todo o Brasil. Além disso, mais 27 milhões de objetos postais foram triados (preparados para a entrega).
“Milhares de trabalhadores têm participado dos mutirões em todos os Estados brasileiros. São empregados da área operacional e da área administrativa dos Correios, comprometidos em manter em dia a entrega de correspondências. Esse enorme contingente faz parte dos 80% do efetivo da ECT que não aderiu à paralisação parcial e continua mantendo a empresa em funcionamento para o benefício da população brasileira”, respondeu a assessoria dos Correios.
O Sintect diz que a empresa só quer negociar quando os funcionários retornarem, mas eles estão irredutíveis na decisão da paralisação.
Helton Verão
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